Investimento

Grupo lança terminal portuário no Espírito Santo

Um grupo de investidores ligados aos ramos de engenharia e logística está desenvolvendo um projeto que prevê a construção no sul do Espírito Santo de um terminal marítimo de apoio a atividades de exploração e produção de pe

Valor Econômico
31/01/2012 08:41
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Um grupo de investidores ligados aos ramos de engenharia e logística está desenvolvendo um projeto que prevê a construção no sul do Espírito Santo de um terminal marítimo de apoio a atividades de exploração e produção de petróleo.
 
 
Já apresentado ao governo capixaba e com o processo de licenciamento ambiental em curso, o empreendimento será um ponto de conexão da cadeia de fornecedores de materiais e prestadores de serviços com as operações offshore nas bacias de Campos e do Espírito Santo - as mais próximas do terminal, a ser instalado no município de Itapemirim.
 

O terminal ficará a 130 km da Grande Vitória e a 250 km da região de Macaé, no Estado do Rio, o maior polo do setor no país. O início das obras está previsto para julho de 2013. Após isso, serão de 18 a 24 meses para o início das operações e um aporte de recursos de aproximadamente R$ 450 milhões.
 

Para a operação do terminal, foi constituída uma sociedade de propósito específico, a Itaoca Offshore, que abriga investidores financeiros, além de empresas de construção e operação logística. A direção da Itaoca não divulga os nomes dos sócios, mas adianta que a construtora mineira Diedro lidera a ala dos investidores ligados à área de engenharia.
 

Além de 12 berços de atracação, o terminal terá inicialmente pelo menos 300 mil metros quadrados de área para armazenagem de materiais, insumos e equipamentos. Isso inclui a capacidade para estocar mais de 3 milhões de litros de diesel usado por frotas de navios, sondas e plataformas.
 
 
Fora o aporte dos atuais investidores e, possivelmente, futuros sócios, a empresa vai buscar, entre as alternativas de financiamento, recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou de agências internacionais de fomento à infraestrutura.

"As fontes de financiamento já foram identificadas e o projeto está sendo apresentado a elas", afirma Leonardo Horta, diretor da Itaoca e conselheiro da Diedro.
 
 
As projeções da companhia apontam para um faturamento bruto de R$ 250 milhões, a partir de 2017, com os serviços que serão prestados no terminal.

Além da demanda adicional gerada pela exploração de petróleo na camada do pré-sal, estimula o investimento a insuficiência de terminais para atender às necessidades por serviços logísticos da indústria petroleira. Segundo a Itaoca, o número de berços de atracação disponíveis para as bacias de Campos e do Espírito Santo - atualmente são 20 - não dará conta para uma demanda que deverá dobrar até 2020. "Existe uma demanda reprimida quase que óbvia", avalia Horta.
 

Fora isso, a empresa ainda aposta que a localização estratégica permitirá vantagens competitivas ao terminal. A Itaoca diz que está geograficamente melhor posicionada do que a concorrência para atender 75% dos blocos licitados nas duas bacias.
 

A proliferação de campanhas exploratórias - seja em águas rasas, seja no pré-sal - fomenta novos investimentos de operadores logísticos na região. Além da Itaoca, a americana Edison Chouest Offshore já anunciou o plano de instalar em Itapemirim um terminal para as operações petroleiras offshore.
 

De acordo com a direção da Itaoca, empresas da Noruega e da Holanda já demonstraram interesse em entrar na sociedade. Horta diz que o empreendimento nasce sem qualquer incentivo fiscal, mas o governo capixaba manifestou o compromisso de investir na infraestrutura de apoio - como melhora de acessos - ao redor do terminal.
 

O empreendimento prevê a criação de mil postos de trabalho durante a fase de implantação. A partir de 2014, serão 500 empregados diretos na operação.
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