Meio Ambiente

Ibama estuda critério ambiental

Ibama pretende concluir método apra determinar grau de impacto ambiental até 2007. O órgão também revê a área de exclusão de Abrolhos, mas mantém restrição a sísmica em águas rasas.


29/09/2006 00:00
Visualizações: 1160

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) pretende apresentar, em 2007, uma metodologia de definição de grau de impacto ambiental. Atualmento, o órgão elabora o critério a fim de definir um teto máximo para as compensações ambientais.

O superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, explica que a iniciativa do órgão ambiental vai ao encontro do pleito do empresariado do setor petrolífero, que busca segurança jurídica para suas operações.

Um passo neste sentido, foi a decisão do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em adotar o piso mínimo de 0,5% do valor de investimento como mínimo e máximo temporariamente, enquanto o Ibama não define um critério definitivo.

Antes, a insegurança jurídica era maior uma vez que as empresas sabiam qual seria o mínimo que teriam que pagar em termos de compensação ambiental, mas não sabiam o máximo. "Claro que isso era inseguro, porque o percentual máximo poderia ser uma decisão do administrador público, não havia regra", admite Rocco.

Além do teto da compensação ambiental, o Ibama também estuda a possibilidade de reduzir a área de exclusão em torno do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Hoje, a área é em raio de 250 km ao redor dos limites do Parque. "Não há uma definção sobre a redução da área de exclusão, mas como houve uma reação forte do setor petrolífero, vamos estudar e ver se é possível", argumenta.

O que permanece em compasso de espera é a liberação das atividades sísmicas na faixa de profundidade de zero a 50 metros de profundidade. Rocco confirma que as atividades estão suspensas desde 2004 e justifica a decisão pelo princípio da precaução. "Se não conhecemos o impacto, mas há indícios de que ele exista a atividade não deve ser liberada até que haja a certeza sobre a força deste impacto e os meios de mitigação", explica.

No caso da sísmica, há estudos que sugerem a segurança ambiental do método, mas também há indícios de que os estantidos contribuam para a desorientação de baleias e cetáceos, que acabam encalhando em outros pontos do litoral.

As informações foram divulgadas durante o Seminário sobre Questões atuais da Indústria do Petróleo e Gás, promovido pelo escritório Veirano Advogados, nesta quinta-feira (28/09), no Rio de Janeiro.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
PD&I
CEPETRO e Universidade Tecnológica da PETRONAS desenvolv...
19/01/26
Pessoas
Zilor anuncia novo Diretor de Pessoas
19/01/26
Navegação
Petrobras e Transpetro assinam contratos do Programa Mar...
19/01/26
Etanol
Indicadores Cepea mostram etanol hidratado em alta no me...
19/01/26
Posicionamento IBP
Importação de biodiesel
16/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
16/01/26
Biocombustíveis
Com R$ 6,4 bi em 2025, BNDES faz aprovação recorde de cr...
16/01/26
Créditos de Carbono
Edital ProFloresta+ supera expectativas e recebe 16 prop...
16/01/26
iBEM26
Inteligência Artificial faz aumentar demanda por energia...
16/01/26
Resultado
Em 2025 a Petrobras produziu 2,40 milhões de barris de ó...
16/01/26
Pré-Sal
Equinor arremata primeira carga de petróleo da União do ...
15/01/26
REFAP
Produção de gasolina e diesel S-10 tem recorde de produç...
15/01/26
Internacional
Petrobras amplia presença no mercado internacional com v...
15/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Combustíveis
Diesel Podium e Diesel Verana são os novos combustíveis ...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
Gás Natural
Tarifas da Naturgy terão redução em fevereiro
13/01/26
Fertilizantes
FAFENs Bahia e Sergipe entram em operação
13/01/26
Pré-Sal
Cinco empresas estão habilitadas para disputar leilão de...
13/01/26
Inteligência Artificial
PRIO usa tecnologia para acelerar a produção audiovisual...
13/01/26
Posicionamento IBP
Sanção do PLP 125/22 fortalece o mercado legal de combus...
13/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.