Pré-Sal

IBP critica direito de veto da Petrobras em comitê do pré-sal

O geólogo Ivan Simões Filho, membro do Comitê de Exploração do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) criticou ontem (5) a hegemonia da Petrobras na tomada de decisões sobre as estratégias de exploraç&

Agência Brasil
06/10/2009 06:35
Visualizações: 662

O geólogo Ivan Simões Filho, membro do Comitê de Exploração do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) criticou ontem (5) a hegemonia da Petrobras na tomada de decisões sobre as estratégias de exploração de petróleo na camada pré-sal. O IBP defende a derrubada do poder de veto da estatal no comitê de exploração do pré-sal, como forma de atrair as empresas parceiras.

“Há hoje um certo receio de investir somas muito significativas e não ter nenhum controle sobre o destino desses investimentos. O IBP é a favor de que a Petro-sal [empresa a ser criada com o objetivo de explorar a camada pré-sal] mantenha o seu papel de fiscalizar os custos. Mas achamos que é necessário retirar o poder de veto, retirar esse poder absoluto”, disse Simões Filho em audiência na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

O questionamento do IBP faz parte de uma emenda sugerida pelo instituto ao marco regulatório do pré-sal em discussão no Congresso Nacional. Pela proposta apresentada pelo governo, a estatal detém 50% das cadeiras no comitê operacional e ainda o direito de veto. “Ora, uma empresa que não precisa ouvir as empresas consorciadas não vai avaliar os riscos em todos os ângulos. Defendemos que o Estado tenha o controle da produção, mas isso não pode descer ao nível do dia a dia da produção”, afirmou.

O geólogo ainda questionou o fato da Petrobras ser a única empresa operadora dos campos do pré-sal, medida proposta no marco regulatório, que, segundo Simões Filho, “engessa” o desenvolvimento tecnológico da produção. “É inegável a excelência da Petrobras na exploração de petróleo em águas profundas. Reconhecemos que a empresa é líder mundial nessa área. Não é uma questão de ser a favor ou contra, mas é que o esforço da Petrobras pode ser complementado pela tecnologia de outras empresas”, disse.

“Além disso, com apenas uma empresa podendo comandar essa produção, o ritmo de desenvolvimento fica condicionado a capacidade de investimentos dessa única empresa e isso não é bom. Hoje há um grande deficit de pessoas com experiência na área de produção de petróleo e capturar esse conhecimento do mercado para os mais jovens é interessante”, destacou.

No regime de partilha, a Petrobras fará parceria com empresas privadas para investimento nos poços. A escolha da empresa parceira dependerá do percentual do óleo lucro [volume de óleo retirado e subtraído os custos com investimentos e de operação] oferecido à União. O percentual mínimo a ser ofertado é de 30%.A empresa que oferecer maior percentual de óleo lucro para a União vencerá a licitação, de acordo com o marco regulatório do pré-sal enviado pelo governo ao Congresso Nacional.

Ontem (5), o regime de partilha foi objeto de discussão na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado. Até o dia 9 de novembro estão previstos outros três painéis que discutirão a criação da Petrosal; a instituição do um fundo social com recursos oriundos da exploração do petróleo; e a capitalização da Petrobras, assuntos constantes na proposta do Executivo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
ROG.e 2026
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
ROG.e 2026
Cladtek foi selecionada para desenvolver tecnologia que ...
22/09/26
ROG.e 2026
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética just...
22/09/26
ROG.e 2026
Lideranças globais apontam Brasil como polo de estabilid...
22/09/26
ROG.e 2026
Firjan marca presença na abertura da ROG.e 2026 e firma ...
22/09/26
ROG.e 2026
ABB apresenta na ROG.e 2026 portfólio integrado para ope...
22/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias que respondem aos ...
22/09/26
ROG.e 2026
Grupo Forship consolida liderança nacional em O&M (opera...
21/09/26
Brandend Content
Integridade de ativos offshore: como a integração entre ...
21/09/26
BOGE 2027
Bahia Oil & Gas Energy 2027 conecta negócios, inovação e...
21/09/26
Brandend Content
Descoberta e confiança: os dois tempos da venda industrial
21/09/26
ROG.e 2026
Confira a programação do estande do Espírito Santo na RO...
21/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e, Firjan SENAI promove a 30ª edição do programa ...
20/09/26
ROG.e 2026
Primeira edição da Energy Run reúne mais de 1 mil partic...
20/09/26
BRANDED CONTENT
ROG.e 2026 começa na próxima segunda-feira (21) com a pr...
19/09/26
ROG.e 2026
Camorim investe R$ 250 milhões em 2026 para ampliar frot...
18/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25