Petróleo e Gás

IBP quer política de transporte e energia que estimule combustíveis menos poluentes

O coordenador do Comitê de Gás Natural Veicular (GNV) do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Rosalino Fernandes, defendeu a necessidade de uma política de transporte e energia no país que privilegie combustíveis menos poluentes, como o GNV.

Agência Brasil
09/09/2010 09:11
IBP quer política de transporte e energia que estimule combustíveis menos poluentes Visualizações: 561
O coordenador do Comitê de Gás Natural Veicular (GNV) do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Rosalino Fernandes, defendeu a necessidade de uma política de transporte e energia no país que privilegie combustíveis menos poluentes, como o GNV.


Ele divulgará a proposta na Conferência Rio Oil&Gas, maior evento do setor que será realizado a partir do dia 13 deste mês no Rio.


Fernandes disse que embora o número de veículos produzidos no país venha batendo recordes sucessivos - entre janeiro e agosto deste ano foram fabricados 2,4 milhões - as conversões de automóveis ao GNV, menos poluente do que a gasolina e o diesel, mostram queda.


Até o fim de julho deste ano, a frota de veículos convertidos a GNV no Brasil somava 1.650.147 veículos. Para o coordenador, o número é reduzido em relação à frota total de cerca de 61 milhões de veículos, considerando ônibus, caminhões, automóveis, reboques e tratores, ou mesmo à frota de automóveis, de 35,35 milhões.

O Brasil chegou a ter entre 20 mil e 22 mil veículos convertidos por mês a GNV há cerca de três ou quatro anos. Atualmente, o maior número de conversões foi registrado em março passado - 3 mil veículos -, disse Fernandes. Segundo ele, o GNV está caro hoje no país porque o governo não quer vender todo o gás que produz para o GNV, destinando-o a outras aplicações como a geração de energia elétrica.


O coordenador afirmou que o país está deixando de explorar outras fontes alternativas de energia, como a eólica (dos ventos), solar e nuclear. “Tem  que rever a política de transporte e de energia, porque a gente não está usando  as riquezas que tem da melhor forma possível”, acrescentou.


Rosalino Fernandes reiterou que grande parte da frota mundial, de 950 milhões de veículos, é movida a gasolina ou a óleo diesel. Esses combustíveis são considerados altamente poluidores. Explicou que a molécula do diesel tem 12 átomos de carbono e a da gasolina oito átomos, enquanto o GNV tem apenas um átomo de carbono e o álcool dois.


Embora o etanol também contribua menos para o aquecimento global, Fernandes considerou que seria uma ilusão pensar que ele poderá substituir toda a gasolina e o diesel. “Porque, para isso, o Brasil teria que se tornar um imenso canavial”. Como a cana-de-açúcar não pode ser cultivada em todo o território, ele argumentou que entre as alternativas em estudo, o gás natural é a melhor.


“A solução é aumentar o uso do GNV em substituição à gasolina. Tudo indica que essa é a tendência. O IBP está trabalhando nisso”, afirmou. Segundo Fernandes,  a conversão de veículos ao GNV não está acompanhando o crescimento da frota porque os preços praticados para venda de gás no Brasil não são competitivos em relação a outros combustíveis. ”Não são competitivos pela falta de uma política nacional que estabeleça ou regule os preços desse combustível de acordo com a realidade brasileira”.


O Brasil, frisou, carece de uma política que estabeleça os combustíveis que devem ser utilizados, os que podem ser estimulados e como seriam regulados esses preços. Afirmou que enquanto o país não dispuser dessa política de transporte e de  energia, o setor do GNV vai sofrer “com uma política de preços fora da realidade brasileira”. Ele lembrou que o GNV no Brasil é mais caro do que em países desenvolvidos como a França, Alemanha e os Estados Unidos. “A consequência disso é um retrocesso no crescimento do setor”.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
SOG 2026
SOG26 supera a edição anterior e reforça o papel estrat...
03/08/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e...
03/08/26
BIODIVERSIDADE
ExxonMobil Brasil destina mais de R$ 1 milhão para prese...
03/08/26
Pessoas
Shell Brasil inicia novo ciclo de liderança com João San...
03/08/26
SOG 2026
Banco do Nordeste tem R$ 504 milhões para setor energéti...
03/08/26
Meio Ambiente
MODEC testa no Brasil tecnologias inéditas que podem red...
03/08/26
IA
Acelen supera R$ 380 milhões em ganhos com IA e transfor...
03/08/26
ANP
Painel reúne dados históricos do PRH-ANP referentes à Fa...
03/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e ABPIP lançam nova versão do RELIVRE para a...
03/08/26
Offshore
NUCLEP realiza novas entregas de estacas torpedo para a ...
03/08/26
Gás Natural
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
03/08/26
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.