Biocombustíveis

Importação de etanol deverá ocorrer na entressafra, diz Petrobras

Valor Online
11/08/2011 16:15
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A Petrobras Biocombustível (PBio) deverá realizar novas importações de etanol até o fim do ano. A afirmação foi feita pelo presidente da companhia, Miguel Rossetto, que não soube precisar o quanto a companhia, controlada pela Petrobras, importou este ano, embora tenha afirmado que todas as companhias do setor já compraram, em conjunto, cerca de 400 milhões de litros em 2011.

"Estamos importando e podemos importar mais. Para a entressafra, deveremos aumentar as importações", afirmou Rossetto, que detalhou hoje (11) o Plano de Negócios 2011-2015 para a PBio.

Apesar das importações, Rossetto frisou que o Brasil continuará como exportador líquido de etanol, com vendas externas que deverão atingir 2 bilhões de litros, baseados em contratos de longo prazo. Questionado sobre os resultados das iniciativas do governo federal e da Petrobras de criar um mercado forte para o etanol brasileiro no Japão, Rossetto admitiu que os resultados "são muito aquém das nossas expectativas iniciais".

"Fazemos esforço para ampliação do mercado de etanol no Japão. O fato novo é que o Japão pós-Fukushima está reavaliando sua matriz", afirmou o executivo. "Estamos aguardando o reposicionamento do Japão com sua agenda, e a posição que os renováveis terão nessa agenda", ponderou, acrescentando que, independentemente das expectativas de exportação, a demanda brasileira por etanol continuará forte "em qualquer cenário".

Uma das possibilidades de investimento em produção fora do país está em Moçambique, onde a PBio tem, em sociedade com a Guarani, uma usina produtora de açúcar. Segundo Rossetto, o governo local já disciplinou o uso de etanol a partir de 2012 e o produto é uma oportunidade para um país dependente dos derivados importados.

"Analisamos [produzir] etanol para abastecer o mercado de Moçambique. É um mercado pequeno, comparando com o brasileiro", destacou.

Rossetto fez questão ainda de defender os projetos da PBio e afirmou que qualquer unidade tem que seguir taxas mínimas de retorno e rentabilidade.
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