Preços

Incerteza sobre furacões provoca alta do petróleo

Valor Econômico / a
20/09/2004 00:00
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Os contratos futuros de petróleo negociados em Nova York fecharam no maior nível das últimas três semanas na sexta-feira (17/09), devido a compras na véspera do fim de semana e preocupações com o impacto do Furacão Ivan sobre a produção da commodity no Golfo do México.
Os investidores também estavam cautelosos por causa da aproximação de outras tempestades, segundo operadores.
O contrato do tipo WTI de outubro fechou com ganho de 3,9%, a US$ 45,60 o barril. Em Londres, o petróleo tipo Brent subiu 4,1%, para US$ 42,42 o barril. O Brent é usado pela Petrobras para balizar seus custos.
O Furacão Ivan interrompeu a produção de 5,15 milhões de barris de petróleo e 22,85 bilhões de pés cúbicos de gás natural nesta semana, informou o Serviço de Administração de Minerais dos EUA, na sexta-feira.
Nos próximos dias o mercado também ficará atento ao futuro da petrolífera russa Yukos, que pode começar a ser decidido esta semana.
O Tribunal de Arbitragem de Moscou marcou para quarta-feira a audiência inicial para analisar a apelação da empresa de que o pedido de cobrança de impostos de 2000, feito pelo governo russo, é ilegal. O governo está cobrando uma dívida de US$ 3,4 bilhões em impostos atrasados.
Um oficial da Justiça, ouvido pela agência de notícias Interfax, explicou que o tribunal não apoiou a moção do Ministério dos Impostos para fechar o caso.
O Ministério sustenta que o caso não pode ser considerado na instância de arbitragem porque não houve violação dos direitos do requerente. Indicou ainda que a determinação judicial sobre a coleta de 99 bilhões de rublos em impostos devidos, com data de 2000, está em vigor e que o recolhimento já começou.
No que diz respeito aos preços da commodity no mercado internacional, a petrolífera britânica BP disse, na sexta-feira, que o tempo do petróleo barato pode ter acabado devido às tensões no Oriente Médio e ao persistente crescimento da demanda. "É improvável que voltemos a ver os preços dos anos 90", disse John Browne, executivo-chefe da BP.
Como os preços do produto continuam altos, o ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil, disse duvidar que a Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) reduza as cotas de produção em sua próxima reunião, em dezembro. "Os preços permanecem altos e os estoques estão sendo repostos".

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