Internacional

Indústria de petróleo e gás na Rússia deve crescer em 2014

País manteve as suas posições de liderança no setor energético.

Redação, com agências
21/01/2014 09:29
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Em 2013, a indústria russa de petróleo e gás bateu mais um recorde: em novembro, os níveis de extração diária do “ouro negro” foram de 10,6 milhões de barris. Estes são os números mais significativos desde o desmembramento da União Soviética. Esta dinâmica permite esperar que também em 2014 as exportações de petróleo irão subir, considera o principal estratégico do grupo financeiro BKS, Maxim Shein.
"Em 2013, os níveis de extração russos cresceram até níveis recorde nos tempos pós-soviéticos e podemos esperar que, com uma continuação do aumento dos níveis de extração, que poderá ser na ordem dos 0,5% a 1%, o aumento das exportações poderá acompanhar esse crescimento. Consequentemente, as exportações poderão aumentar em cerca de 2%. Cerca de metade de todo o petróleo extraído na Rússia é exportado."
Economistas traçam previsões negativas para 2014
O maior negócio de exportação do ano foi o contrato da Rosneft com a chinesa CNPC para o fornecimento adicional de 365 milhões de toneladas de petróleo no valor de US$ 270 bilhões. Também foi assinado um memorando com a Sinopec para 100 milhões de toneladas no valor de US$ 85 bilhões.
Também houve êxitos na área do gás: as exportações desse combustível aumentaram quase 10%. Os fornecimentos para países de fora do antigo espaço soviético aumentaram no período compreendido entre janeiro e setembro de 2013 em mais de 20%, ressalta Shein.
"A Gazprom forneceu à Europa ao longo do ano mais gás do que era aguardado. Assim, todos os rumores de que a empresa estaria perdendo vertiginosamente as suas posições no mercado europeu de gás não foram confirmados."
Para a indústria do gás, o ano de 2013 foi de certa forma marcante. Entrou em vigor a lei sobre a liberalização das exportações do gás natural liquefeito (GNL), que abre o caminho para o mercado externo de companhias como a Rosneft e a Novatek. Ambas planejam a construção das suas usinas de GNL. Já existem os primeiros contratos: a Novatek acordou fornecimentos com os seus parceiros chineses no âmbito do grandioso projeto Yamal GNL. Também já há um primeiro acordo para a exportação de gás liquefeito russo para os consumidores europeus: a Espanha assinou contratos para volumes consideráveis.
Transporte
Projetos para o transporte de petróleo também estão em desenvolvimento, ressalta  Mikhail Krilov, diretor do departamento de análise da companhia de investimentos United Traders.
"Na minha opinião, vale a pena referir que continua a construção de oleodutos, que irão desempenhar a importante função de trânsito do petróleo, assim como o aperfeiçoamento do sistema existente de exportações de petróleo no âmbito de operações como os contratos de swap, a melhoria das condições de armazenamento da matéria-prima e de controle da sua qualidade."
Outro acordo importante celebrado este ano foi o contrato de cooperação entre a Rosneft e a empresa pública azerbaijana SOCAR. Especialistas dizem que ele representa uma potencial abertura para essa companhia russa do caminho para o mercado europeu do gás.

Em 2013, a indústria russa de petróleo e gás bateu mais um recorde: em novembro, os níveis de extração diária do “ouro negro” foram de 10,6 milhões de barris. Estes são os números mais significativos desde o desmembramento da União Soviética. Esta dinâmica permite esperar que também em 2014 as exportações de petróleo irão subir, considera o principal estratégico do grupo financeiro BKS, Maxim Shein.

"Em 2013, os níveis de extração russos cresceram até níveis recorde nos tempos pós-soviéticos e podemos esperar que, com uma continuação do aumento dos níveis de extração, que poderá ser na ordem dos 0,5% a 1%, o aumento das exportações poderá acompanhar esse crescimento. Consequentemente, as exportações poderão aumentar em cerca de 2%. Cerca de metade de todo o petróleo extraído na Rússia é exportado."

Economistas traçam previsões negativas para 2014

O maior negócio de exportação do ano foi o contrato da Rosneft com a chinesa CNPC para o fornecimento adicional de 365 milhões de toneladas de petróleo no valor de US$ 270 bilhões. Também foi assinado um memorando com a Sinopec para 100 milhões de toneladas no valor de US$ 85 bilhões.

Também houve êxitos na área do gás: as exportações desse combustível aumentaram quase 10%. Os fornecimentos para países de fora do antigo espaço soviético aumentaram no período compreendido entre janeiro e setembro de 2013 em mais de 20%, ressalta Shein.

"A Gazprom forneceu à Europa ao longo do ano mais gás do que era aguardado. Assim, todos os rumores de que a empresa estaria perdendo vertiginosamente as suas posições no mercado europeu de gás não foram confirmados."

Para a indústria do gás, o ano de 2013 foi de certa forma marcante. Entrou em vigor a lei sobre a liberalização das exportações do gás natural liquefeito (GNL), que abre o caminho para o mercado externo de companhias como a Rosneft e a Novatek. Ambas planejam a construção das suas usinas de GNL. Já existem os primeiros contratos: a Novatek acordou fornecimentos com os seus parceiros chineses no âmbito do grandioso projeto Yamal GNL. Também já há um primeiro acordo para a exportação de gás liquefeito russo para os consumidores europeus: a Espanha assinou contratos para volumes consideráveis.

Transporte

Projetos para o transporte de petróleo também estão em desenvolvimento, ressalta  Mikhail Krilov, diretor do departamento de análise da companhia de investimentos United Traders.

"Na minha opinião, vale a pena referir que continua a construção de oleodutos, que irão desempenhar a importante função de trânsito do petróleo, assim como o aperfeiçoamento do sistema existente de exportações de petróleo no âmbito de operações como os contratos de swap, a melhoria das condições de armazenamento da matéria-prima e de controle da sua qualidade."

Outro acordo importante celebrado este ano foi o contrato de cooperação entre a Rosneft e a empresa pública azerbaijana SOCAR. Especialistas dizem que ele representa uma potencial abertura para essa companhia russa do caminho para o mercado europeu do gás.

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