Rio Oil & Gas 2014

Indústria defende ajuste nas regras de unitização no Brasil

Resolução de 2013 da ANP precisa de ajustes, segundo a indústria

IBP
17/09/2014 12:28
Visualizações: 807

 

A indústria reconheceu, nesta terça-feira (16/9), em debate sobre unitização promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) na Rio Oil and Gas 2014, a complexidade das normas presentes na Resolução 25/2013 da ANP, sobre individualização da produção. Alguns pontos como a definição do operador e a divisão dos direitos e obrigações das partes, além das participações nas jazidas compartilhadas, foram destacados por Tatiana Zuma, gerente Jurídico de E&P da Petrobras. “A resolução ajudou, mas precisa de melhorias”, opinou a executiva.
Thiago Macedo, procurador da ANP, ressaltou que é preciso cooperação dos agentes para se conseguir aperfeiçoar o documento: “Esse é um processo construtivo no qual precisamos trabalhar para contribuir com os arcabouços regulatórios”. De acordo com ele, o desconto de 20% da produção mensal da jazida compartilhada para a União é outro ponto que merece ajuste. Para Olavo Bentes, consultor Jurídico da Pré-Sal Petróleo (PPSA), “esse valor deveria ficar em aberto e ser discutido caso a caso”.
Atento ao tema, Oswaldo Pedrosa, presidente da PPSA, disse não ter dúvidas de que as unitizações impõem grandes desafios à empresa. “Estamos enfrentado essas questões com prioridade”, destacou Pedrosa, frisando a importância do debate para o país: “A individualização da produção em áreas não contratadas do polígono do pré-sal está hoje no centro das atenções da PPSA. Existem atualmente cinco casos de unitização em andamento que envolvem a nossa atuação, cujos processos visando ao entendimento entre as partes já estão em curso e vários outros serão iniciados em breve”.       
A questão do conteúdo local também foi bem explorada pela mesa. Segundo a resolução da ANP, “para definição dos novos percentuais e de suas regras de comprovação e apuração será observada a regulamentação específica”. Contudo, Macedo sinalizou que, “por enquanto, é preciso seguir nota técnica da Agência”: “Não foi possível incluirmos uma regulamentação específica nessa resolução sobre conteúdo local, mas acredito que ela deva ser feita”.
Para Alejandro Segura, diretor Comercial do BG Group, a legislação brasileira é muito detalhada, já que atua sobre diferentes modelos de contratos, como concessão, cessão onerosa e partilha. Na opinião dos moderadores Marilda Rosado e Adriano Marques Manso, professora da UERJ e gerente Jurídico de Tecnologia e Materiais da Petrobras respectivamente, “foram absorvidos com consistência as perplexidades e desafios enfrentados durante a última década” durante a sessão. Dirceu Amorelli, assessor da Diretoria da ANP, também participou do debate.        

A indústria reconheceu, nesta terça-feira (16/9), em debate sobre unitização promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) na Rio Oil and Gas 2014, a complexidade das normas presentes na Resolução 25/2013 da ANP, sobre individualização da produção. Alguns pontos como a definição do operador e a divisão dos direitos e obrigações das partes, além das participações nas jazidas compartilhadas, foram destacados por Tatiana Zuma, gerente Jurídico de E&P da Petrobras. “A resolução ajudou, mas precisa de melhorias”, opinou a executiva.

Thiago Macedo, procurador da ANP, ressaltou que é preciso cooperação dos agentes para se conseguir aperfeiçoar o documento: “Esse é um processo construtivo no qual precisamos trabalhar para contribuir com os arcabouços regulatórios”. De acordo com ele, o desconto de 20% da produção mensal da jazida compartilhada para a União é outro ponto que merece ajuste. Para Olavo Bentes, consultor Jurídico da Pré-Sal Petróleo (PPSA), “esse valor deveria ficar em aberto e ser discutido caso a caso”.

Atento ao tema, Oswaldo Pedrosa, presidente da PPSA, disse não ter dúvidas de que as unitizações impõem grandes desafios à empresa. “Estamos enfrentado essas questões com prioridade”, destacou Pedrosa, frisando a importância do debate para o país: “A individualização da produção em áreas não contratadas do polígono do pré-sal está hoje no centro das atenções da PPSA. Existem atualmente cinco casos de unitização em andamento que envolvem a nossa atuação, cujos processos visando ao entendimento entre as partes já estão em curso e vários outros serão iniciados em breve”.       

A questão do conteúdo local também foi bem explorada pela mesa. Segundo a resolução da ANP, “para definição dos novos percentuais e de suas regras de comprovação e apuração será observada a regulamentação específica”. Contudo, Macedo sinalizou que, “por enquanto, é preciso seguir nota técnica da Agência”: “Não foi possível incluirmos uma regulamentação específica nessa resolução sobre conteúdo local, mas acredito que ela deva ser feita”.

Para Alejandro Segura, diretor Comercial do BG Group, a legislação brasileira é muito detalhada, já que atua sobre diferentes modelos de contratos, como concessão, cessão onerosa e partilha. Na opinião dos moderadores Marilda Rosado e Adriano Marques Manso, professora da UERJ e gerente Jurídico de Tecnologia e Materiais da Petrobras respectivamente, “foram absorvidos com consistência as perplexidades e desafios enfrentados durante a última década” durante a sessão. Dirceu Amorelli, assessor da Diretoria da ANP, também participou do debate.        

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Oferta Permanente: 6º Ciclo de Concessão terá 22 setores...
06/08/26
Internacional
Tarifaço EUA, Firjan Internacional elabora cartilha de a...
06/08/26
Bacia de Campos
Projeto Raia avança com novos marcos em um dos principai...
06/08/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia registra lucro líquido de R$ 1,9 bi...
06/08/26
Resultado
BRAVA Energia alcança recorde histórico de receita líqui...
06/08/26
Drilling
Foresea completa 3 anos de liderança com frota contratad...
05/08/26
Oferta Permanente
ANP participa de cerimônia alusiva à assinatura de contr...
05/08/26
SOG 2026
Petrol Industrial S.A. Consolida Presença Regional e Apr...
05/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e Abpip lançam novo Relivre com foco na comp...
05/08/26
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
SOG 2026
SOG26 supera a edição anterior e reforça o papel estrat...
03/08/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e...
03/08/26
BIODIVERSIDADE
ExxonMobil Brasil destina mais de R$ 1 milhão para prese...
03/08/26
Pessoas
Shell Brasil inicia novo ciclo de liderança com João San...
03/08/26
SOG 2026
Banco do Nordeste tem R$ 504 milhões para setor energéti...
03/08/26
Meio Ambiente
MODEC testa no Brasil tecnologias inéditas que podem red...
03/08/26
IA
Acelen supera R$ 380 milhões em ganhos com IA e transfor...
03/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.