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Indústria do aço pode crescer 5,8% neste ano

Projeção é do Instituto Aço Brasil.

Agência Brasil
07/05/2013 17:54
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A produção brasileira de aço bruto deve crescer este ano 5,8% em comparação com a do ano passado, totalizando 36,5 milhões de toneladas, de acordo com projeção divulgada nesta terça-feira (7) pelo Instituto Aço Brasil (IABr). Do mesmo modo, o consumo aparente do produto (a soma das vendas com as importações) tem aumento estimado de 4,2%, alcançando 26,2 milhões de toneladas.
Segundo o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes, as estimativas consideram uma expansão de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de bens e serviços produzidos no país. Ele advertiu, entretanto, que caso o PIB cresça abaixo desse patamar, os números poderão ser revistos. Pesquisa do Banco Central realizada semanalmente com analistas do mercado financeiro e divulgada no boletim Focus, mostra que a expectativa de crescimento é de 3%.
As vendas para o mercado interno devem atingir 23,2 milhões de toneladas, com ampliação de 7,6% em relação a 2012. Para as exportações, são esperados 8,9 milhões de toneladas, uma queda de 8,8%. Também para as importações, a estimativa é de queda (-15,4%), com um volume de 3,2 milhões de toneladas.
No primeiro trimestre deste ano, a produção de aço bruto caiu 4,4% na comparação com o mesmo período do ano passado e as importações sofreram retração de 15,4%. Em consequência, o consumo aparente teve queda de 1,7% e as vendas internas cresceram somente 1%. O presidente do Conselho Diretor do instituto, Albano Chagas Vieira, lembrou que, por outro lado, as chamadas importações indiretas, isto é, de aço contido em bens, expandiram 16,6%, “o que sinaliza transferência de renda e emprego para outros países e o aprofundamento das dificuldades do setor”.
Para que a indústria siderúrgica nacional possa competir em condições de igualdade com outros países, Marco Polo de Mello Lopes disse que terão de ser corrigidos alguns entraves, entre os quais o câmbio valorizado, o custo elevado de energia, ineficiências de infraestrutura e logística e assimetrias tributárias. O custo de tributos sobre bobinas a quente, destinadas ao mercado doméstico, por exemplo, representa 44,3% no Brasil, contra uma média mundial de 24,1%.
Lopes acredita que no cenário mundial, onde o excedente previsto de capacidade instalada chega a 587 milhões de toneladas em 2013, a indústria brasileira deve buscar internamente a solução para os problemas que enfrenta. “A retomada do crescimento não está no exterior. Precisamos promover o crescimento do mercado interno, ampliando os mecanismos de incentivo ao 'compre nacional'”. Os temas serão objeto de discussão durante o 24º Congresso Brasileiro do Aço, que o IABr promove no Rio de Janeiro amanhã (8) e depois.
Números fornecidos pelo instituto revelam que a produção de aço na China no ano passado, da ordem de 646,2 milhões de toneladas, representou 46,3% do total mundial de 1,412 bilhão de toneladas. A perspectiva é que, apesar do excesso de capacidade existente hoje, ocorram aumentos significativos da capacidade na China, na Índia e no Oriente Médio até 2015.

A produção brasileira de aço bruto deve crescer este ano 5,8% em comparação com a do ano passado, totalizando 36,5 milhões de toneladas, de acordo com projeção divulgada nesta terça-feira (7) pelo Instituto Aço Brasil (IABr). Do mesmo modo, o consumo aparente do produto (a soma das vendas com as importações) tem aumento estimado de 4,2%, alcançando 26,2 milhões de toneladas.


Segundo o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes, as estimativas consideram uma expansão de 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de bens e serviços produzidos no país. Ele advertiu, entretanto, que caso o PIB cresça abaixo desse patamar, os números poderão ser revistos. Pesquisa do Banco Central realizada semanalmente com analistas do mercado financeiro e divulgada no boletim Focus, mostra que a expectativa de crescimento é de 3%.


As vendas para o mercado interno devem atingir 23,2 milhões de toneladas, com ampliação de 7,6% em relação a 2012. Para as exportações, são esperados 8,9 milhões de toneladas, uma queda de 8,8%. Também para as importações, a estimativa é de queda (-15,4%), com um volume de 3,2 milhões de toneladas.


No primeiro trimestre deste ano, a produção de aço bruto caiu 4,4% na comparação com o mesmo período do ano passado e as importações sofreram retração de 15,4%. Em consequência, o consumo aparente teve queda de 1,7% e as vendas internas cresceram somente 1%. O presidente do Conselho Diretor do instituto, Albano Chagas Vieira, lembrou que, por outro lado, as chamadas importações indiretas, isto é, de aço contido em bens, expandiram 16,6%, “o que sinaliza transferência de renda e emprego para outros países e o aprofundamento das dificuldades do setor”.


Para que a indústria siderúrgica nacional possa competir em condições de igualdade com outros países, Marco Polo de Mello Lopes disse que terão de ser corrigidos alguns entraves, entre os quais o câmbio valorizado, o custo elevado de energia, ineficiências de infraestrutura e logística e assimetrias tributárias. O custo de tributos sobre bobinas a quente, destinadas ao mercado doméstico, por exemplo, representa 44,3% no Brasil, contra uma média mundial de 24,1%.


Lopes acredita que no cenário mundial, onde o excedente previsto de capacidade instalada chega a 587 milhões de toneladas em 2013, a indústria brasileira deve buscar internamente a solução para os problemas que enfrenta. “A retomada do crescimento não está no exterior. Precisamos promover o crescimento do mercado interno, ampliando os mecanismos de incentivo ao 'compre nacional'”. Os temas serão objeto de discussão durante o 24º Congresso Brasileiro do Aço, que o IABr promove no Rio de Janeiro amanhã (8) e depois.


Números fornecidos pelo instituto revelam que a produção de aço na China no ano passado, da ordem de 646,2 milhões de toneladas, representou 46,3% do total mundial de 1,412 bilhão de toneladas. A perspectiva é que, apesar do excesso de capacidade existente hoje, ocorram aumentos significativos da capacidade na China, na Índia e no Oriente Médio até 2015.

 

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