Exportações

Indústria propõe 25 medidas para revitalizar agenda econômica do Mercosul

ExportNews, 16/05/2017
16/05/2017 11:06
Indústria propõe 25 medidas para revitalizar agenda econômica do Mercosul Imagem: Divulgação Visualizações: 1371

O Mercosul perdeu importância econômica nos últimos anos. Prova disso é a queda na participação das exportações e das importações entre os países do bloco. Enquanto a participação das exportações intrazona caiu de 16,2%, em 2010, para 13,7%, em 2015, a participação das importações foi de 16,7% para 13,4% no período. Para revitalizar o comércio dentro do bloco, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou ao governo a Agenda Econômica e Comercial do Mercosul com 25 medidas em quatro áreas: macroeconomia; livre circulação e integração intrabloco; política comercial frente a terceiros mercados e agenda externa de negociações; e institucionalidade do Mercosul.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o principal desafio do bloco econômico está em se ter uma instância que resolva efetivamente as diversas questões e dê celeridade aos processos. “O Mercosul não possui um sistema de governança ágil e os países, durante esses últimos anos, não focaram na agenda econômica, o que acabou enfraquecendo o bloco”, destaca.

Para isso, a CNI defende o fortalecimento da Secretaria do Mercosul por meio de trabalhos conjuntos e solução de problemas comuns. Como um piloto, a proposta apontada na Agenda é que o órgão comece analisando temas que não são de sensibilidade para a soberania dos países, como questões de regras de origem e alterações temporárias e definitivas na tarifa externa comum (TEC). Também se propõe o aumento do corpo técnico da Secretaria, que hoje conta com apenas 35 pessoas, para produção de materiais técnicos e recomendações e análise da qualidade da integração do bloco e caminhos para o aprimoramento do bloco econômico.

Bons ventos – Segundo Abijaodi, o momento é favorável para promover avanços no bloco devido à reaproximação de Brasil e Argentina e a maior abertura da Argentina ao diálogo. Ele ressalta como primeiro fruto desse novo contexto a recente assinatura do acordo para facilitar investimento e fluxo de capitais no bloco, que também estava entre as prioridades da Agenda do Mercosul. “Está se formando ainda o Conselho Empresarial Brasil-Argentina. A parte brasileira do conselho será instalada em junho”, anuncia Abijaodi.

Outra prioridade apontada pelo setor industrial é em relação à celeridade na aprovação de pleitos tarifários do setor privado na Comissão de Comércio do Mercosul. Atualmente, há 19 pedidos de empresas brasileiras em análise no conselho, com tempo médio de espera de oito meses e meio, chegando, em alguns casos, a um ano e seis meses sem definição. “Esses pleitos resultam em importantes reduções de custos para as empresas, mas sua demora traz insegurança jurídica e falta de competitividade”, assinala o documento da CNI.

Outro ponto crítico que limita os avanços na integração econômica do bloco é a internalização das normas. Estima-se que 50% das normas aprovadas pelo Mercosul não são internalizadas. A entidade propõe para isso a redução de prazos na aprovação das normas e, em alguns casos, até a vigência direta de algumas normas, sem a necessidade de tramitação em cada país. Entre elas estariam questões relativas a regras de origem e a alterações temporárias e definitivas na tarifa externa comum.

Acordos comerciais – Também é ponto prioritário da Agenda os acordos comerciais com a União Europeia, a Aliança do Pacífico – bloco composto por Peru, Chile, Colômbia e México –, a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) – área de livre comércio formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – e o Canadá. A CNI defende ainda a flexibilização do processo negociador com terceiros mercados, em que cada país poderia negociar na velocidade mais adequada aos seus interesses.

O descumprimento da estrutura tarifária é outro desafio enfrentado pelo bloco. Estima-se que as perfurações à tarifa externa comum (TEC) cheguem a 40% do valor de importações totais. Para isso, a CNI defende a análise detalhada da estrutura tarifária que não é cumprida e que afeta a competitividade e atratividade do bloco para investimentos.

Outras medidas relevantes apontadas na Agenda do Mercosul são o reconhecimento mútuo de técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias e a celebração de acordo para liberar compras governamentais, em que apenas Brasil e Argentina, somados, possuem um mercado de compras públicas de US$ 215 bilhões. A indústria também propõe a negociação de um amplo protocolo de facilitação de comércio para reduzir a burocracia e o tempo do comércio dentro do bloco.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Indústria Naval
Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 136,9 milhões para a...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Logística
Vast realiza primeira operação de transbordo de petróleo...
01/04/26
Drilling
Norbe IX, da Foresea, conclui parada programada de manut...
31/03/26
Combustíveis
Preço médio do diesel S-10 sobe 14% em março e atinge o ...
31/03/26
Apoio Offshore
SISTAC amplia contrato com Petrobras para manutenção de ...
31/03/26
Drilling
BRAVA Energia inicia campanha de perfuração em Papa-Terr...
30/03/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos
26/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23