Infraestrutura

Investimentos fortes só em 2014

Setor teve investimentos reduzidos no início do ano.

Diário do Nordeste
08/07/2013 11:55
Visualizações: 836

 

A expectativa de que os investimentos em infraestrutura decolem em 2013 no país será difícil de se confirmar. Nos primeiros três meses do ano, R$ 14,8 bilhões foram destinados ao setor, um recuo de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado. E a concentração de leilões de concessão de vários modais no fim do ano adiará para 2014 os desembolsos mais significativos para a área.
"Se alguém esperava que 2013 fosse o ano da arrancada, pode esquecer", diz o economista Cláudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria e um dos responsáveis pelo estudo, que cruza dados públicos de investimento federal, de empresas estatais, estaduais, autarquias e empresas privadas na área de infraestrutura. Isso inclui segmentos em energia elétrica, telecomunicações, rodovias, ferrovias, metrô, aeroportos, portos, hidrovias e saneamento.
Os dados da Inter.B mostram que o investimento em infraestrutura atingiu 2,29% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal em 2012 - ou R$ 100,6 bilhões em números absolutos. O resultado foi um avanço de 0,2 ponto porcentual ante 2011, mas ainda longe dos 2,46% do PIB de 2008, ano de maior investimento relativo no setor desde o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A julgar pelos dados de janeiro a março, 2013 terá um desempenho "flat", sem aumento da fatia do PIB destinada ao setor.
As obras da Copa de 2014 e o fraco crescimento do PIB tiveram efeitos importantes na recuperação dos números de 2012. O programa de concessões do governo Dilma Rousseff também ajudou, com o início dos aportes privados e da Infraero nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e de Brasília.
Preparação
Apesar de admitir que os investimentos costumam se acelerar ao longo do ano, Frischtak alerta que o segundo semestre reserva apenas uma corrida administrativa do governo para acelerar os leilões de rodovias, ferrovias e aeroportos. "Vai ser apenas uma preparação para os investimentos em 2014", diz o economista.
Outro ponto que deve conter os aportes em infraestrutura é o desempenho da Eletrobras. A companhia investiu R$ 9,9 bilhões em 2012, ou 10% dos recursos do setor. Os desembolsos da elétrica em projetos como Belo Monte garantiram forte avanço dos aportes das estatais federais em infraestrutura em 2012: R$ 12,3 bilhões.

A expectativa de que os investimentos em infraestrutura decolem em 2013 no país será difícil de se confirmar. Nos primeiros três meses do ano, R$ 14,8 bilhões foram destinados ao setor, um recuo de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado. E a concentração de leilões de concessão de vários modais no fim do ano adiará para 2014 os desembolsos mais significativos para a área.


"Se alguém esperava que 2013 fosse o ano da arrancada, pode esquecer", diz o economista Cláudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria e um dos responsáveis pelo estudo, que cruza dados públicos de investimento federal, de empresas estatais, estaduais, autarquias e empresas privadas na área de infraestrutura. Isso inclui segmentos em energia elétrica, telecomunicações, rodovias, ferrovias, metrô, aeroportos, portos, hidrovias e saneamento.


Os dados da Inter.B mostram que o investimento em infraestrutura atingiu 2,29% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal em 2012 - ou R$ 100,6 bilhões em números absolutos. O resultado foi um avanço de 0,2 ponto porcentual ante 2011, mas ainda longe dos 2,46% do PIB de 2008, ano de maior investimento relativo no setor desde o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A julgar pelos dados de janeiro a março, 2013 terá um desempenho "flat", sem aumento da fatia do PIB destinada ao setor.


As obras da Copa de 2014 e o fraco crescimento do PIB tiveram efeitos importantes na recuperação dos números de 2012. O programa de concessões do governo Dilma Rousseff também ajudou, com o início dos aportes privados e da Infraero nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e de Brasília.



Preparação


Apesar de admitir que os investimentos costumam se acelerar ao longo do ano, Frischtak alerta que o segundo semestre reserva apenas uma corrida administrativa do governo para acelerar os leilões de rodovias, ferrovias e aeroportos. "Vai ser apenas uma preparação para os investimentos em 2014", diz o economista.


Outro ponto que deve conter os aportes em infraestrutura é o desempenho da Eletrobras. A companhia investiu R$ 9,9 bilhões em 2012, ou 10% dos recursos do setor. Os desembolsos da elétrica em projetos como Belo Monte garantiram forte avanço dos aportes das estatais federais em infraestrutura em 2012: R$ 12,3 bilhões.

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