COP27

Itaipu defende soluções baseadas na natureza para a crise climática

Empresa participou de debate sobre inovação e tecnologias limpas em água e energia, em Sharm El-Sheik no Egito

Redação TN Petróleo/Assessoria
09/11/2022 15:05
Itaipu defende soluções baseadas na natureza para a crise climática Imagem: Lígia Leite Soares/Itaipu Binacional Visualizações: 1614

A Itaipu Binacional defendeu, nesta tarde de quarta-feira (9), na Conferência Mundial do Clima (COP 27), a adoção de soluções baseadas na natureza para o enfrentamento das mudanças climáticas. A empresa participou de um debate sobre Soluções Sustentáveis em Água e Energia em apoio aos objetivos climáticos e de biodiversidade, por meio de inovação e tecnologias limpas.

O evento, que faz parte da programação oficial da COP 27 em Sharm El-Sheik (Egito), ocorreu no Pavilhão ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Undesa), e contou com a participação de organizações da Espanha, Jordânia, Quênia, Brasil e Paraguai. 

Segundo o superintendente de Gestão Ambiental da Itaipu, Ariel Scheffer da Silva, a empresa aplica o conceito de soluções baseadas na natureza, promovendo restauração florestal, recuperação de nascentes, conservação da biodiversidade e outras ações que protegem os serviços ecossistêmicos para os usos múltiplos das águas (como geração de energia, abastecimento, agropecuária, turismo e manutenção da vida selvagem). 

Os mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica que protegem o reservatório funcionam como uma estrutura verde que contribui para amenizar os impactos de eventos climáticos, o que faz deste um exemplo de resiliência climática a ser compartilhado com os participantes da COP. “A isso se somam a educação ambiental e o engajamento da sociedade, que gera resultados de longo prazo, e a inovação tecnológica para a análise de dados, para que essas ações sejam efetivas e duradouras, algo que é essencial para o enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou o superintendente.

A fala de Ariel Scheffer foi complementada pelos colegas do Paraguai, a conselheira María Antonia Gwynn e o climatologista Sergio Méndez, que abordaram o papel da hidroeletricidade como fonte energética estável e de baixas emissões, as medidas de adaptação para aumentar a produtividade da usina durante a crise hídrica de 2020 e 2021, e o monitoramento permanente do Rio Paraná para proteção da usina e das comunidades do entorno. 

O líder de Energia Sustentável da Undesa, Minoru Takada, abriu o evento destacando o papel da Rede Global de Soluções Sustentáveis em Água e Energia, iniciativa que tem a Itaipu e a Undesa entre as instituições fundadoras, na difusão de boas práticas relacionadas à Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável, especialmente os ODS 6 (água) e 7 (energia). “A rede está crescendo, mas temos que fazer mais e empoderar as pessoas e as organizações para o enfrentamento das mudanças climáticas”. 

O debate contou com a participação do secretário especial de Articulação Social da Secretaria de Governo do Brasil, Marcos de Araújo, que abordou a matriz energética brasileira, uma das com maior predominância de fontes renováveis no mundo, e os esforços do País para avançar a acessibilidade aos serviços de energia, com programas de eletrificação rural e em áreas remotas. O secretário também destacou o potencial para investimentos em energia eólica de mais de 100 gigawatts (em terra) e de 700 gigawatts (no mar). 

Pascual Fernández, CEO da companhia de saneamento Canal de Isabel II, que abastece a Comunidade de Madri, enfatizou as interrelações entre água e energia (os processos de saneamento são bastante eletrointensivos). Por isso, a empresa não tem medido esforços para ampliar a geração própria a partir de fontes renováveis. Em 2021, chegou a produzir 87% da eletricidade que consome. E pretende ampliar essa geração a partir de investimentos em hidrogênio verde. 

O investimento em novas fontes também foi a tônica dos demais participantes, que apontaram que o crescente aporte de recursos tende a tornar essas fontes mais baratas e acessíveis, além de beneficiar a população com a geração de empregos verdes ligados a novas tecnologias e processos. “A mudança climática e a agenda verde não são temas que interessam apenas a ministérios de meio ambiente, mas também de finanças e de economia, pelo impacto positivo que podem produzir nos países”, afirmou Shada El-Sharif, Conselheira Sênior de Mudança Climática e Sustentabilidade do governo da Jordânia.

Agenda

A participação da Itaipu na COP 27 segue nesta quinta-feira (10) com dois painéis no Pavilhão Brasil (Blue Zone): às 11 horas, o tema é “O Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: contribuições aos ODS 6, 7 e 13”; e às 16 horas, “Fontes de Energia Renovável”. Ambos os eventos têm transmissão ao vivo pelo canal do Ministério do Meio Ambiente no Youtube.

Na segunda-feira (14), a Itaipu é uma das organizadoras e painelistas do evento “Nexus solutions for climate-resilient water, energy, food and environment security: lessons learned from the ground”, às 12h no Pavilhão da Água (Blue Zone). Transmissão ao vivo pelo link: https://events.zoom.us/e/view/2OkXfbQXScWlVm0Z2jXh3g

E, na terça-feira (15), a Itaipu é painelista convidada no side event “The role of hydropower in Achieving Climate Resilience”, às 13h, no Pavilhão do Tadjiquistão (Blue Zone). Este evento é apenas presencial. Todos os horários informados estão na hora de Sharm El-Sheik (Egito), que está cinco horas a frente de Brasília. 

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