Rio Oil & Gas 2020

“Janela de Oportunidades” do Brasil em O&G passa por eficiência na gestão de custos e matriz renovável, diz Carla Lacerda

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
03/12/2020 19:42
“Janela de Oportunidades” do Brasil em O&G passa por eficiência na gestão de custos e matriz renovável, diz Carla Lacerda Imagem: Marcos André Pinto Visualizações: 909

Transição Energética e disciplina financeira estão no alvo das grandes empresas de petróleo e gás para um crescimento em convergência com demandas sociais por energia limpa e acessível, além de gestão eficaz de custos diante de uma crise internacional proporcionada pela Covid-19. A presidente da ExxonMobil Brasil, Carla Lacerda (foto), definiu que o país precisa priorizar seu capital intelectual, sua robusta cadeia de bens e serviços (especialmente a subsea) e valorizar seus recursos do pré-sal para seguir na trilha do desenvolvimento em E&P.

InstitucionalA executiva considera que a retomada dos leilões em águas ultraprofundas é parte essencial desta conjuntura. “Temos como desafios implementar um programa exploratório, manter a resiliência do portfólio e fortalecer o nível de atividade para um regime econômico em crescimento”, analisou durante a sessão “Desafios e perspectivas da indústria de O&G no Brasil”, que ocorreu no segundo dia da Rio Oil & Gas.

Miguel Pereira, CEO da Petrogal, avalia que a “palavra essencial” é transição energética, que deve definir a diversificação do portfólio alinhada com as metas do Acordo de Paris. Ele considera que as companhias de energia devem seguir este caminho e alcançar os objetivos de emissões neutras até 2050. Pereira indica que o petróleo ainda é necessário para suprir energia para uma economia mundial com perspectiva de crescimento. Neste contexto, o Brasil tem uma “janela de oportunidades única”. “O país pode ser uma potência em transição energética. Inclusive, podemos projetá-lo como um pólo exportador de hidrogênio”.

InstitucionalA pandemia e a crise trouxeram novos temas para o setor de O&G, que estão integrados com a demanda da sociedade global, de acordo com André Araújo, presidente da Shell Brasil. A Shell tem procurado um equilíbrio entre a aplicação de insumos fósseis e matriz renovável. “No terceiro trimestre de 2020, a companhia apresentou aumento de orçamento para novas energias. Mas, temos 35% dos investimentos em águas profundas, porque acreditamos no potencial do offshore brasileiro.”

Gestão de portfólio em águas profundas e ultraprofundas com redução consistente de custos representa o futuro do setor na análise de Joelson Falcão Mendes, Gerente Executivo de Águas Ultra Profundas da Petrobras. “Estamos investindo, com disciplina financeira, para um crescimento sustentável no longo prazo”, conclui.

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