Energia

Justiça confirma suspensão das obras de Belo Monte

Não cumprimento da determinação terá multa de R$ 500 mil.

Valor Econômico
15/08/2012 10:50
Visualizações: 618

 

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) confirmou na tarde desta terça-feira a paralisação das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. O desembargador federal Souza Prudente, relator do processo julgado na terça (14) sobre a viabilidade da construção da usina, disse que a licença prévia e de instalação da obra será paralisada até o Congresso ouvir as comunidades indígenas atingidas sobre o projeto prévio.
“Se elas demonstrarem que será tão violento o impacto que pode significar morte de pessoas ou morte da cultura cria impactos intransponíveis à realização da obra”, disse Prudente. “O Congresso só pode autorizar se as comunidades indígenas concordarem”, afirmou. O desembargador disse que a consulta não pode ser feita após a instalação das obras.
Ele afirmou que a decisão foi baseada na Constituição brasileira e na legislação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Caso a empresa Norte Energia não cumpra a determinação, terá de pagar multa diária de R$ 500 mil a partir de amanhã, quando será notificada. No entanto, o consórcio responsável pela obra ou o governo podem recorrer da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A publicação do acórdão será feita na próxima semana, segundo o desembargador.
“Nossa esperança é que o Supremo valide essa decisão em defesa das comunidades indígenas, como fez na decisão Raposa Serra do Sol”, afirmou, em referência ao julgamento de 2009 que determinou a saída dos não índios de uma área de 1,7 milhão de hectares na fronteira de Roraima com a Guiana e a Venezuela.
O desembargador contestou a tese de que a área onde será construída a usina de Belo Monte não abrange terra indígena. “O governo não fez a demarcação das terras indígenas. Não é necessário que seja demarcado. É da cultura dos nossos indígenas que sejam nômades”, afirmou.
De acordo com ele, a construção da usina causará impactos diretos e indiretos nas comunidades indígenas. “Não é só de natureza material, a propriedade para o índio é diferente para o homem branco. É algo místico. O rio tem alma para o índio, para o branco, não”, afirmou.
“Não estamos combatendo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, mas ele não pode ser ditatorial”, afirmou.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) confirmou na tarde desta terça-feira a paralisação das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. O desembargador federal Souza Prudente, relator do processo julgado na terça (14) sobre a viabilidade da construção da usina, disse que a licença prévia e de instalação da obra será paralisada até o Congresso ouvir as comunidades indígenas atingidas sobre o projeto prévio.


“Se elas demonstrarem que será tão violento o impacto que pode significar morte de pessoas ou morte da cultura cria impactos intransponíveis à realização da obra”, disse Prudente. “O Congresso só pode autorizar se as comunidades indígenas concordarem”, afirmou. O desembargador disse que a consulta não pode ser feita após a instalação das obras.


Ele afirmou que a decisão foi baseada na Constituição brasileira e na legislação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


Caso a empresa Norte Energia não cumpra a determinação, terá de pagar multa diária de R$ 500 mil a partir desta quarta-feira (15), quando será notificada. No entanto, o consórcio responsável pela obra ou o governo podem recorrer da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A publicação do acórdão será feita na próxima semana, segundo o desembargador.


“Nossa esperança é que o Supremo valide essa decisão em defesa das comunidades indígenas, como fez na decisão Raposa Serra do Sol”, afirmou, em referência ao julgamento de 2009 que determinou a saída dos não índios de uma área de 1,7 milhão de hectares na fronteira de Roraima com a Guiana e a Venezuela.


O desembargador contestou a tese de que a área onde será construída a usina de Belo Monte não abrange terra indígena. “O governo não fez a demarcação das terras indígenas. Não é necessário que seja demarcado. É da cultura dos nossos indígenas que sejam nômades”, afirmou.


De acordo com ele, a construção da usina causará impactos diretos e indiretos nas comunidades indígenas. “Não é só de natureza material, a propriedade para o índio é diferente para o homem branco. É algo místico. O rio tem alma para o índio, para o branco, não”, afirmou.


“Não estamos combatendo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, mas ele não pode ser ditatorial”, afirmou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Etanol encerra a semana com mercado dividido entre queda...
06/07/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 11 milhões em infraestrutura de gás e...
06/07/26
Transpetro
Transpetro realiza primeiro abastecimento da frota com c...
06/07/26
BOGE 2026
Dessalgadoras ganham papel estratégico na modernização d...
04/07/26
Combustíveis
Etanol volta a ser mais vantajoso que a gasolina após qu...
03/07/26
Financiamento
FAPESP destina R$ 50 milhões para projetos de inovação e...
03/07/26
Pessoas
Alessandra Davolio Gomes assume a direção de um dos maio...
02/07/26
Bacia Potiguar
BRAVA Energia inaugura Centro de Operações Integradas e ...
02/07/26
Tecnologia e Inovação
ABPIP desenvolve ecossistema próprio de inteligência art...
02/07/26
Etanol de milho
Atvos lança Pedra Fundamental da primeira planta de etan...
02/07/26
Reconhecimento
Constellation é a única empresa do setor de perfuração d...
02/07/26
Gestão do Conhecimento
200 mil pessoas, zero tolerância para treinamento que nã...
01/07/26
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.