Mercado

Katrina eleva preços do petróleo

Jornal do Brasil
02/09/2005 00:00
Visualizações: 534

O preço do petróleo fechou em alta ontem com os esforços dos Estados Unidos para compensar as perdas provocadas pela passagem do furacão Katrina. O presidente americano, George W. Bush, disse que espera que a Arábia Saudita ``faça o que puder`` para fornecer a commodity aos EUA. O barril do petróleo cru para entrega em outubro encerrou o dia cotado a US$ 69,47 na Bolsa Mercantil de Nova York, em alta de 0,77%.
Mesmo com a oferta de empréstimo de petróleo da reserva estratégica, os EUA ainda têm de lidar com o risco de falta de gasolina, devido ao fechamento também das refinarias na região do Golfo do México, que ficaram inundadas no Estado da Louisiana.
Fornecedores de gasolina europeus já acertaram o envio de 20 navios com carregamentos de gasolina para os EUA desde segunda-feira para aproveitar os altos preços do combustível no país. Em alguns estados, o galão (3,785 litros) da gasolina já passou dos US$ 3.
No Brasil, os petroleiros de Manguinhos fizeram vigília na noite de ontem em frente à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para tentar sensibilizar a empresa e o governo federal sobre a situação da refinaria.
Eles passaram a noite no local com velas acesas para lembrar que, caso o governo não encontre uma solução para a refinaria privada, eles ficarão desempregados. Manguinhos tem cerca de 500 trabalhadores.
A garantia de emprego dos funcionários acabou quarta-feira, mas a resposta à reivindicação de prorrogar por mais 30 dias a estabilidade no emprego é aguardada para a próxima segunda-feira. Os petroleiros contam com a promessa do diretor-superintendente da refinaria, Arthur Cassiano, de que não haverá demissões até lá.
A luta contra o fechamento da empresa e em defesa dos empregos começou no início de julho. O acampamento dos petroleiros na porta da refinaria completa hoje um mês. A refinaria de Manguinhos paralisou suas atividades no dia 3 de agosto, prejudicada pela defasagem nos preços dos combustíveis no mercado interno.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.