Petroquímica

Lanxess adquire o controle acionário da Petroflex

O grupo Lanxess, que tem sede em Leverkusen (Alemanha) e atua no setor de produtos químicos especiais, anunciou, hoje, a conclusão da compra de aproximadamente 70 por cento da brasileira Petroflex Indústria e Comércio S.A. Aprovada pelas autoridades antitruste, a operação movimentou cerca de 1

Da redação
01/04/2008 11:10
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O grupo Lanxess, que tem sede em Leverkusen (Alemanha) e atua no setor de produtos químicos especiais, anunciou, hoje, a conclusão da compra de aproximadamente 70 por cento da brasileira Petroflex Indústria e Comércio S.A. Aprovada pelas autoridades antitruste, a operação movimentou cerca de 198 milhões de euros, informou a assessoria do grupo petroquímico. 


 
Sediada no Rio de Janeiro, a Petroflex está entre os principais produtores de borracha sintética do mundo, e a participação adquirida pela Lanxess inclui os atuais acionistas majoritários, Braskem e Grupo Unipar. “A Petroflex é o complemento ideal ao nosso portfólio de produtos, e fortalece a nossa posição em um dos mais importantes mercados em crescimento do mundo”, disse o presidente mundial da Lanxess, Axel C. Heitmann. “Dessa maneira, estamos reforçando a posição não só desse negócio, mas do grupo Lanxess no Brasil e na América Latina como um todo”, acrescentou.

 

Em 2006 a Petroflex tinha cerca de 1.300 funcionários e vendas correspondentes a cerca de EUR 500 milhões. O grupo atualmente tem uma capacidade produtiva de mais de 400 mil toneladas por ano em três unidades no Brasil: Cabo, em Pernambuco; Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e Triunfo, no Rio Grande do Sul. Seus produtos vão desde borrachas para aplicações gerais, bem como as especiais, e abrangem 70 marcas. São utilizados na fabricação de itens variados como pneus, tubulações e plásticos. Um terço da produção é exportado para mais de 70 países.

O mercado de borracha em países como Brasil deve crescer muito rapidamente nos próximos anos. De acordo com as informações disponibilizadas para a Lanxess, os principais produtores mundiais de pneus investiram cerca de EUR 1 bilhão para aumentar a sua capacidade produtiva na América Latina ou estão implantando planos de expansão. O consumo de borracha sintética no Brasil atualmente está bem abaixo do consumo nos países industrializados e também abaixo da média mundial.

 

A Petroflex foi fundada no início da década de 60 como parte da Petrobras, um grupo brasileiro de produtos químicos que já era líder na época. Na década de 70 a Petroflex se tornou independente. Em 1992 ela foi assumida por três empresas – Suzano, Copene e Unipar – junto com investidores institucionais. Na década seguinte, a Petroflex  ampliou suas atividades internacionais para a Europa, Ásia e América do Norte.

A Lanxess informou ainda que oportunamente apresentará uma oferta pública para aquisição das ações ordinárias, em conformidade com a legislação brasileira. O preço final da compra será estipulado após o fechamento, como é habitual em transações desse tipo.  A Lanxess também informa estar financiando essa aquisição com a sua liquidez e crédito existentes.

 

Atualmente a Lanxess emprega cerca de 400 pessoas em São Paulo, Porto Feliz  e São Leopoldo. Desde que se tornou independente, em janeiro de 2005, a empresa obteve resultados consistentes, com taxas de crescimento de dois dígitos no Brasil, com as vendas de 2006 totalizando cerca de 160 milhões de euros. No ranking de vendas da empresa, o Brasil é o segundo maior mercado na região das Américas, logo abaixo dos Estados Unidos.

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