Infraestrutura

Leilão da hidrelétrica de Três Irmãos deve ficar para 2014

Governo alega falta de tempo para realizar o processo.

Valor Econômico
21/08/2013 13:33
Visualizações: 770

 

O leilão da hidrelétrica de Três Irmãos, previsto para ocorrer até setembro, pode ficar para 2014. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, pode ser que o governo não tenha tempo hábil para realizar o processo. A usina foi devolvida pela Cesp, que não quis prorrogar o contrato de concessão de acordo com as regras da Medida Provisória 579 (transformada em lei 12.783).
"A ideia é fazer o leilão [ainda este ano], mas pode ser que não haja tempo hábil", afirmou Tolmasquim, que participou ontem de seminário sobre desenvolvimento e sustentabilidade realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
Com relação ao leilão de energia de reserva, voltado para a fonte eólica, marcado para sexta-feira, Tolmasquim afirmou que a expectativa do governo é "muito boa". Segundo ele, apesar das críticas de investidores de que o preço teto, de R$ 117/MWh, é muito baixo e não contempla todos os riscos, o leilão é dinâmico e será um teste. Dependendo do resultado, o governo poderá aumentar ou reduzir o preço-teto nas concorrências seguintes.
"O preço que estamos dando agora foi mais alto do que temos dado ultimamente. E o que temos visto nos outros leilões é que ocorrem deságios enormes", disse Tolmasquim.
O presidente da EPE explicou que a mudança de data do leilão A-3 (que negocia contratos com início de fornecimento em três anos), de 25 de outubro para 18 de novembro, foi necessária para dar mais tempo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para fazer a análise do parecer de acesso à rede de todos os projetos inscritos.
Com relação ao segundo leilão A-5 (que negocia contratos com início de fornecimento a partir de cinco anos) deste ano, Tolmasquim explicou que a intenção do governo é licitar principalmente a hidrelétrica de São Manoel, de 700 MW, no rio Teles Pires, e a usina de Itaocara, de 145 MW, no Rio de Janeiro, cujo projeto foi devolvido recentemente pela Light e a Cemig.
"Pode ser que sejam leiloadas São Manoel, Itaocara e algumas outras usinas no Sul. Mas é mais certo leiloar São Manoel e Itaocara", afirmou o presidente da EPE.
Principal aposta do governo para o leilão, São Manoel, porém, ainda não possui licença prévia ambiental, requisito essencial para que o projeto seja leiloado. Segundo Tolmasquim, as audiências públicas para o processo de licenciamento da hidrelétrica devem ocorrer em setembro.
Para o primeiro leilão A-5 do ano, marcado para 29 de agosto, a única hidrelétrica que será leiloada é Sinop, de 400 MW, no rio Teles Pires. Também participarão da concorrência projetos termelétricos a gás natural, carvão e biomassa. As eólicas não participarão do leilão A-5.

O leilão da hidrelétrica de Três Irmãos, previsto para ocorrer até setembro, pode ficar para 2014. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, pode ser que o governo não tenha tempo hábil para realizar o processo. A usina foi devolvida pela Cesp, que não quis prorrogar o contrato de concessão de acordo com as regras da Medida Provisória 579 (transformada em lei 12.783).
"A ideia é fazer o leilão [ainda este ano], mas pode ser que não haja tempo hábil", afirmou Tolmasquim, que participou ontem de seminário sobre desenvolvimento e sustentabilidade realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.


Com relação ao leilão de energia de reserva, voltado para a fonte eólica, marcado para sexta-feira, Tolmasquim afirmou que a expectativa do governo é "muito boa". Segundo ele, apesar das críticas de investidores de que o preço teto, de R$ 117/MWh, é muito baixo e não contempla todos os riscos, o leilão é dinâmico e será um teste. Dependendo do resultado, o governo poderá aumentar ou reduzir o preço-teto nas concorrências seguintes.


"O preço que estamos dando agora foi mais alto do que temos dado ultimamente. E o que temos visto nos outros leilões é que ocorrem deságios enormes", disse Tolmasquim.


O presidente da EPE explicou que a mudança de data do leilão A-3 (que negocia contratos com início de fornecimento em três anos), de 25 de outubro para 18 de novembro, foi necessária para dar mais tempo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para fazer a análise do parecer de acesso à rede de todos os projetos inscritos.


Com relação ao segundo leilão A-5 (que negocia contratos com início de fornecimento a partir de cinco anos) deste ano, Tolmasquim explicou que a intenção do governo é licitar principalmente a hidrelétrica de São Manoel, de 700 MW, no rio Teles Pires, e a usina de Itaocara, de 145 MW, no Rio de Janeiro, cujo projeto foi devolvido recentemente pela Light e a Cemig.


"Pode ser que sejam leiloadas São Manoel, Itaocara e algumas outras usinas no Sul. Mas é mais certo leiloar São Manoel e Itaocara", afirmou o presidente da EPE.


Principal aposta do governo para o leilão, São Manoel, porém, ainda não possui licença prévia ambiental, requisito essencial para que o projeto seja leiloado. Segundo Tolmasquim, as audiências públicas para o processo de licenciamento da hidrelétrica devem ocorrer em setembro. Para o primeiro leilão A-5 do ano, marcado para 29 de agosto, a única hidrelétrica que será leiloada é Sinop, de 400 MW, no rio Teles Pires. Também participarão da concorrência projetos termelétricos a gás natural, carvão e biomassa. As eólicas não participarão do leilão A-5.


Mais Lidas De Hoje
veja Também
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
FEPE
FEPE 2026: ação em movimento
11/03/26
Bacia de Santos
Lapa Sudoeste inicia produção, ampliando a capacidade no...
11/03/26
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23