Energia

Leilão de eólica vai testar humor dos investidores

Mudanças regulatórias podem fazer energia ficar mais cara.

Valor Econômico
28/05/2013 10:34
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As restrições feitas pelo governo federal para os novos parques eólicos são "positivas" e tornam o setor "mais confiável" para os investidores, como os fundos de private equity, afirmam os analistas do Boston Consulting Group (BCG), Pedro Fragoso e o Miguel Pita. Mas as mudanças regulatórias provavelmente farão com que a energia gerada a partir do vento, que se transformou em uma das fontes mais competitivas no país, fique mais cara daqui para frente.
Os efeitos serão sentidos no dia no dia 23 de agosto, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza o primeiro leilão de energia nova deste ano, para projetos que vão entrar em operação em setembro de 2015.
Para presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia (Abradee), Nelson Fonseca, é esperado que haja demanda por parte das empresas. Isso porque as distribuidoras possuem atualmente um déficit em torno de 3 mil MW em suas carteiras, que terão de ser comprados nos próximos leilões.
Desse total, mil MW devem-se à suspensão dos contratos com o grupo Bertin, que não construiu as usinas térmicas leiloadas em 2008. As distribuidoras também ficaram subcontratadas em 2 mil MW depois do rateio da energia produzida pela hidrelétricas cujas concessões foram renovadas. As cotas não foram suficientes para cobrir toda a demanda das distribuidoras.
Mas, do lado da oferta, é esperado mais parcimônia por parte dos empreendedores. Na avaliação da presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, os preços oferecidos no último leilão não tendem a se repetir, nem o número de projetos ofertados. Segundo ela, as estimativas apontam para um aumento entre 10% e 15% nos custos dos parques eólicos com as novas regras, o que obrigará os empreendedores a pedir preços mais altos.
Se no leilão realizado em dezembro foram ofertados um total de 14 mil MW, a expectativa da Abeeólica é que esse número caia "no máximo" para 3 mil MW este ano, diz Elbia.
Além de exigir mais garantias em relação energia gerada pelos projetos eólicos, os empreendimentos também precisarão estar conectados à rede elétrica nacional para ir a leilão. O objetivo do governo é evitar críticas feitas à falta de planejamento nos leilões anteriores. Muitos parques eólicos ficaram pontos mas não podem fornecer energia devido aos atrasos na construção das linhas de transmissão.
Outro ponto crítico, segundo os analistas do BCG, é a falta de confiabilidade nas estatísticas apresentadas pelos empreendedores, o que afeta a percepção de risco por parte dos investidores. O governo dobrou as exigências. Agora, os parques eólicos precisam garantir 90% da energia esperada (P90), enquanto esse percentual era antes de 45% (P45). Isso obrigará os empreendedores a instalarem mais aerogeradores para o mesmo volume de energia, elevando os custos, diz Elbia.
De acordo com um levantamento do BCG, alguns parques construídos no país geraram um volume "consideravelmente" menor que o projetado. No Nordeste, as fazendas produziram, em média, um volume de energia 25% menor que o previsto nas estatísticas (fator de capacidade). Há parques onde a energia gerada correspondeu a apenas 22% da potência instalada, quando se projetava um índice de 32%. Devido à instabilidade dos ventos, o fator de capacidade dos parques eólicos é baixo, atingindo, na melhor das hipóteses, 50% da potência total instalada.

As restrições feitas pelo governo federal para os novos parques eólicos são "positivas" e tornam o setor "mais confiável" para os investidores, como os fundos de private equity, afirmam os analistas do Boston Consulting Group (BCG), Pedro Fragoso e o Miguel Pita. Mas as mudanças regulatórias provavelmente farão com que a energia gerada a partir do vento, que se transformou em uma das fontes mais competitivas no país, fique mais cara daqui para frente.


Os efeitos serão sentidos no dia no dia 23 de agosto, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza o primeiro leilão de energia nova deste ano, para projetos que vão entrar em operação em setembro de 2015.


Para presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia (Abradee), Nelson Fonseca, é esperado que haja demanda por parte das empresas. Isso porque as distribuidoras possuem atualmente um déficit em torno de 3 mil MW em suas carteiras, que terão de ser comprados nos próximos leilões.


Desse total, mil MW devem-se à suspensão dos contratos com o grupo Bertin, que não construiu as usinas térmicas leiloadas em 2008. As distribuidoras também ficaram subcontratadas em 2 mil MW depois do rateio da energia produzida pela hidrelétricas cujas concessões foram renovadas. As cotas não foram suficientes para cobrir toda a demanda das distribuidoras.


Mas, do lado da oferta, é esperado mais parcimônia por parte dos empreendedores. Na avaliação da presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, os preços oferecidos no último leilão não tendem a se repetir, nem o número de projetos ofertados. Segundo ela, as estimativas apontam para um aumento entre 10% e 15% nos custos dos parques eólicos com as novas regras, o que obrigará os empreendedores a pedir preços mais altos.


Se no leilão realizado em dezembro foram ofertados um total de 14 mil MW, a expectativa da Abeeólica é que esse número caia "no máximo" para 3 mil MW este ano, diz Elbia.


Além de exigir mais garantias em relação energia gerada pelos projetos eólicos, os empreendimentos também precisarão estar conectados à rede elétrica nacional para ir a leilão. O objetivo do governo é evitar críticas feitas à falta de planejamento nos leilões anteriores. Muitos parques eólicos ficaram pontos mas não podem fornecer energia devido aos atrasos na construção das linhas de transmissão.


Outro ponto crítico, segundo os analistas do BCG, é a falta de confiabilidade nas estatísticas apresentadas pelos empreendedores, o que afeta a percepção de risco por parte dos investidores. O governo dobrou as exigências. Agora, os parques eólicos precisam garantir 90% da energia esperada (P90), enquanto esse percentual era antes de 45% (P45). Isso obrigará os empreendedores a instalarem mais aerogeradores para o mesmo volume de energia, elevando os custos, diz Elbia.


De acordo com um levantamento do BCG, alguns parques construídos no país geraram um volume "consideravelmente" menor que o projetado. No Nordeste, as fazendas produziram, em média, um volume de energia 25% menor que o previsto nas estatísticas (fator de capacidade). Há parques onde a energia gerada correspondeu a apenas 22% da potência instalada, quando se projetava um índice de 32%. Devido à instabilidade dos ventos, o fator de capacidade dos parques eólicos é baixo, atingindo, na melhor das hipóteses, 50% da potência total instalada.

 

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