EPE

Leilão de usinas eólicas vai observar preço, localização e tecnologia oferecida

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está concluindo estudo sobre o leilão de energia eólica para 2009, que será encaminhado ao Ministério de Minas e Energia. O consenso até agora é que os leilões reúnam as usinas com melhor localização e tecnologia, de modo a garantir tarifas mais bar

Agência Brasil
09/12/2008 09:18
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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está concluindo estudo sobre o leilão de energia eólica [vento] para 2009, que será encaminhado ao Ministério de Minas e Energia. O consenso até agora é que os leilões reúnam as usinas com melhor localização e tecnologia, de modo a garantir tarifas mais baratas para os consumidores.

 

“A idéia é que só as [usinas] mais eficientes possam participar do leilão”, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, durante o fórum Perspectivas do Setor Elétrico para 2009, organizado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ).

 

Sobre a data de realização do leilão, Tolmasquim disse que ainda não está definida. Mas revelou que o leilão poderá ser no mesmo modelo dos leilões realizados para a venda de energia gerada a partir da biomassa, o bagaço de cana por exemplo. “A partir daí, vai se trabalhar no edital”, disse.

 

O presidente da EPE também falou sobre a produção de energia geradas a partir de reatores nucleares. Ele informou que a prioridade é construir a terceira usina do Complexo de Angra dos Reis (RJ), e que outras quatro ou seis novas usinas nucleares deverão ser instaladas no país até 2030.

 

Segundo Tolmasquim os locais de construção dessas novas usinas ainda são objeto de estudo. “Por enquanto, toda a atenção está na viabilização de Angra 3, que é um 'baita' desafio. Tem que ver toda a questão da licença de instalação, toda a questão de financiamento e contratação. Então, hoje, o foco é a conclusão de Angra 3, além da questão do próprio combustível, no que diz respeito ao enriquecimento de urânio”, disse.

 

A meta é que, em 2010, o país domine todo ciclo de produção de combustível nuclear para as usinas brasileiras acabando com a importação, informou Tolmasquim.

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