O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Edvaldo Santana, disse ontem que a Aneel deverá aprovar na próxima semana o edital do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Para que isso aconteça, porém, é necessário, segundo ele, que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresente a revisão do custo final da obra e do preço teto para a licitação.
Preliminarmente, a EPE fixou o preço teto do leilão em R$ 68 por megawatt/hora, mas esse valor deverá aumentar depois que os custos totais, inicialmente calculados em R$ 16 bilhões, forem ampliados com a inclusão dos gastos necessários para atender as exigências ambientais.
Santana explicou que, a partir do momento em que a Aneel receber os valores, poderá, por exemplo, convocar uma reunião extraordinária. Para isso, porém, precisa de 48 horas de antecedência. Assim, se a EPE cumprir o cronograma previsto e apresentar o cálculo amanhã, a reunião extraordinária da Aneel para votar o edital poderia ocorrer na terça ou quarta-feira da semana que vem.
O Ministério de Minas e Energia reconheceu ontem que o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não estarão presentes, pelo menos como ministros, no leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Dilma e Lobão terão de deixar o governo até o final de março, já que disputarão as eleições deste ano.