Negócios

LLX tenta atrair setor de óleo e gás para o Açu

Alto custo das áreas seria entreve.

Valor Econômico
11/07/2013 12:15
Visualizações: 1443

 

A LLX, empresa de logística do grupo EBX, continua a buscar operadores de bases marítimas interessados em se instalar no Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. A intenção é atrair companhias que montem no empreendimento base de apoio para barcos offshore, embarcações que alimentam as plataformas de petróleo com bens e equipamentos. A base poderia atender Petrobras e outras petroleiras.
O 'Valor' apurou, no entanto, que a LLX estaria encontrando dificuldades de atrair esses operadores em função do alto custo do arrendamento cobrado pela empresa. As áreas oferecidas seriam grandes demais e o preço do aluguel da terra, por metro quadrado, elevado. Essa condição resultaria do fato de que a LLX precisaria garantir o retorno dos altos investimentos feitos no porto.
O Açu ainda tem áreas grandes disponíveis para arrendamento em contratos de longo prazo, algumas delas com saída direta para o mar, o que poderia interessar a algumas petroleiras. Em abril, LLX e Petrobras confirmaram que mantinham negociações segundo as quais a estatal analisava o uso do porto. Mas segundo fonte que conhece a LLX, hoje dificilmente alguém se engajaria em um projeto no Açu dada a falta de credibilidade do grupo EBX. Daí que o mercado considere também a possibilidade de venda do controle da LLX.
No fim de junho, a empresa informou ao mercado que havia contratado assessores financeiros para avaliação de eventuais oportunidades de negócios e operações societárias envolvendo ativos da companhia e ações. A fonte afirmou ainda que o Açu é um bom projeto e previu que, quando a Minas-Rio começar os embarques de minério de ferro, no fim de 2014, a LLX terá uma receita importante. "Serão 51% dos US$ 7,10 cobrados por tonelada de minério embarcada", disse essa fonte.
Até agora a LLX arrendou áreas para sete companhias, entre as quais NOV, Technip e Intermoor, fornecedores da indústria de petróleo que devem começar a operar ainda este ano no Açu. Juntas, as sete empresas mais a MPX geram para a LLX receita superior a R$ 80 milhões por ano, conforme já publicado pelo 'Valor'. Outras empresas que pagam aluguel no Açu são Wärtsilä, V&M, GE e OSX.
Até o momento foram investidos cerca de R$ 4 bilhões no Açu. A LLX Minas-Rio, parceria entre a LLX e a Anglo American para movimentação de minério de ferro, aportou R$ 974 milhões no porto, de acordo com dados da companhia do primeiro trimestre. O restante dos recursos foi aplicado pela própria LLX.
Procurada, a empresa disse que não iria comentar o que considerou "rumores de mercado". Na reestruturação do grupo EBX, ainda não está claro é o que será feito do Porto do Açu, conforme publicou o 'Valor' no início de julho. A estratégia prevista, segundo a reportagem, é ir renegociando as dívidas e fazer a implantação das diversas operações em fases. A avaliação é que o Açu é um megaprojeto que vai demandar pelo menos 15 anos para ficar pronto devido ao elevado aporte de capital necessário.
O problema maior do porto é de disponibilidade de recursos para viabilizar os investimentos, e não endividamento. Hoje, o principal credor é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com dados do próprio banco, os financiamentos contratados pela LLX envolvendo projetos no Açu somam R$ 1,8 bilhão. São R$ 518,5 milhões contratados pela LLX Açu Operações Portuárias, subsidiária da LLX, e R$ 1,3 bilhão contratados pela LLX Minas Rio Logística Comercial Exportadora.

A LLX, empresa de logística do grupo EBX, continua a buscar operadores de bases marítimas interessados em se instalar no Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. A intenção é atrair companhias que montem no empreendimento base de apoio para barcos offshore, embarcações que alimentam as plataformas de petróleo com bens e equipamentos. A base poderia atender Petrobras e outras petroleiras.


O 'Valor' apurou, no entanto, que a LLX estaria encontrando dificuldades de atrair esses operadores em função do alto custo do arrendamento cobrado pela empresa. As áreas oferecidas seriam grandes demais e o preço do aluguel da terra, por metro quadrado, elevado. Essa condição resultaria do fato de que a LLX precisaria garantir o retorno dos altos investimentos feitos no porto.


O Açu ainda tem áreas grandes disponíveis para arrendamento em contratos de longo prazo, algumas delas com saída direta para o mar, o que poderia interessar a algumas petroleiras. Em abril, LLX e Petrobras confirmaram que mantinham negociações segundo as quais a estatal analisava o uso do porto. Mas segundo fonte que conhece a LLX, hoje dificilmente alguém se engajaria em um projeto no Açu dada a falta de credibilidade do grupo EBX. Daí que o mercado considere também a possibilidade de venda do controle da LLX.


No fim de junho, a empresa informou ao mercado que havia contratado assessores financeiros para avaliação de eventuais oportunidades de negócios e operações societárias envolvendo ativos da companhia e ações. A fonte afirmou ainda que o Açu é um bom projeto e previu que, quando a Minas-Rio começar os embarques de minério de ferro, no fim de 2014, a LLX terá uma receita importante. "Serão 51% dos US$ 7,10 cobrados por tonelada de minério embarcada", disse essa fonte.


Até agora a LLX arrendou áreas para sete companhias, entre as quais NOV, Technip e Intermoor, fornecedores da indústria de petróleo que devem começar a operar ainda este ano no Açu. Juntas, as sete empresas mais a MPX geram para a LLX receita superior a R$ 80 milhões por ano, conforme já publicado pelo 'Valor'. Outras empresas que pagam aluguel no Açu são Wärtsilä, V&M, GE e OSX.


Até o momento foram investidos cerca de R$ 4 bilhões no Açu. A LLX Minas-Rio, parceria entre a LLX e a Anglo American para movimentação de minério de ferro, aportou R$ 974 milhões no porto, de acordo com dados da companhia do primeiro trimestre. O restante dos recursos foi aplicado pela própria LLX.


Procurada, a empresa disse que não iria comentar o que considerou "rumores de mercado". Na reestruturação do grupo EBX, ainda não está claro é o que será feito do Porto do Açu, conforme publicou o 'Valor' no início de julho. A estratégia prevista, segundo a reportagem, é ir renegociando as dívidas e fazer a implantação das diversas operações em fases. A avaliação é que o Açu é um megaprojeto que vai demandar pelo menos 15 anos para ficar pronto devido ao elevado aporte de capital necessário.


O problema maior do porto é de disponibilidade de recursos para viabilizar os investimentos, e não endividamento. Hoje, o principal credor é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com dados do próprio banco, os financiamentos contratados pela LLX envolvendo projetos no Açu somam R$ 1,8 bilhão. São R$ 518,5 milhões contratados pela LLX Açu Operações Portuárias, subsidiária da LLX, e R$ 1,3 bilhão contratados pela LLX Minas Rio Logística Comercial Exportadora.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Leilão da PPSA traz competitividade à indústria nacional
22/10/26
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.