Petroquímica

LME quer ampliar negociação de polímeros em bolsa

Bolsa de commodities londrina, realiza fórum no Brasil para promover negociação de polímeros em bolsa. Segundo executivos da LME e brokers, petroquímicas brasileira mostraram interesse. A negociação bursátil, segundo defendem, gera paradigma de preços e proteção contra riscos.


10/11/2006 00:00
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 O segundo Fórum Internacional de Plásticos na Bolsa de Londres será realizado nesta sexta-feira (10/11) no Rio de Janeiro. Os executivos da London Metal Exchange (LME) tem o objetivo de promover as negociações de polímeros inauguradas há um ano e meio na bolsa de commodities londrina.

O diretor mundial de mercadorias industriais da Sucden, que é broker da LME, Jeremy Goldwin, afirma ter expectativas muito positivas em relação ao mercado brasileiro. Segundo ele já há manifestação de interesse de algumas petroquímicas nacionais, embora nenhuma tenha firmado acordo para que a Sucden intermedie suas negociações na LME.

O responsável por desenvolvimento de negócios da LME, Robert Sheldon, explica que a negociação de polímeros é uma ferramenta financeira recente e ainda precisa ser melhor avaliada pelo mercado. "Sabemos que é preciso divulgar e educar o mercado sobre essa possibilidade", diz.

O executivo explica que o objetivo principal das negociações na LME não é exatamente a aquisição física dos produtos, mas a proteção contra as oscilações de preços no mercado, por meio do acordo de compra e venda no mercado futuro.

"Com esse mecanismo, tanto comprador quanto vendedor estão protegidos do risco do mercado pelo mecanismo de hedge da bolsa de futuros e podem até adquirir o produto", destaca Goldwin. Além disso, o executivo observa que a negociação bursátil tem a função de criar paradigmas de preços internacionais.

A responsável pela presença da LME no Brasil, Mariângela Guazelli, ressalta que a LME tem um grande cuidado de só negociar os volumes que ela realmente tem disponível.

Segundo Sheldon a negociação de polímeros foi desenvolvida a partir de um estudo feito pela bolsa londrina que indicava que o produto tinha características que poderiam ser consideradas de commodities e havia um mercado internacional capaz de dar liqüidez às negociações.

"Em 2004, quando foi feito o estudo, o mercado dos polímeros negociados na bolsa - polipropileno (PP) e polietileno de baixa densidade (PEBDL) - movimentava 120 milhões de toneladas anuais e US$ 150  bilhões", lembra e acrescenta: "além disso esses produtos tem características semelhantes aos metais em termos de transporte e armazenagem".

Este ano, a bolsa de polímeros da LME tem negociado US$ 4 milhões por dia em um volume de 1732,5 toneladas diárias de PP e PEBDL. A entidade tem a perspectiva de incluir resinas como o PVC e PET em negociação, além de incluir o mercado spot entre as negociações.

Mariângela avalia, ainda, que a tendência é de que todo mercado petroquímico participe em negociações de bolsa. "O petróleo e a nafta já são negociados assim, as resinas entram agora, a tendência é que petroquímicos básicos - estiremos e propeno - também entrem em bolsa", conclui.

O Forum Internacional reunirá investidores e empresários e contará com a presença da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, e o secretário de Energia, Indústria Naval e do Petróleo, Wagner Victer.

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