Mercado

Lucro de grandes petrolíferas recua mais de 50% no 2º tri

Folha de S.Paulo
31/07/2009 04:13
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Três das maiores empresas petrolíferas mundiais, ExxonMobil, Shell e Repsol tiveram retração de mais de 50% no lucro no segundo trimestre deste ano, resultado da queda no preço do barril e da demanda global por energia devido à crise.

 

A americana ExxonMobil, a maior petroleira privada do mundo, ganhou US$ 3,95 bilhões, uma queda de 66% (ou quase US$ 8 bilhões) na comparação com o período de abril a junho do ano passado. Foi o menor lucro da empresa desde o terceiro trimestre de 2003.

 

A receita caiu 46%, para US$ 74,5 bilhões, o que significa que, mesmo com a queda, em três meses, ela faturou dinheiro suficiente para colocá-la entre os 70 maiores PIBs (os bens e serviços produzidos por um país em um ano) de 2008.

 

“Eles tomaram um tapa na cara da economia”, afirmou Paul Sutherland, presidente do Financial & Investment Group. “A economia caiu do precipício nos últimos 12 meses e isso teve um impacto óbvio na demanda por petróleo.”

 

Ainda que marginalmente, o resultado da Exxon também foi afetado pelo fato de a empresa não ter achado indícios de petróleo e gás na área conhecida como Guarani, na bacia de Santos. A companhia não revelou valores, mas uma das suas sócias, a Hess (que também conta com 40% de participação no bloco BM-S-22; os outros 20% são da Petrobras), disse anteontem que perdeu US$ 153 milhões com o poço seco no Brasil e outros dois no México.

 

A sua principal concorrente, a anglo-holandesa Shell, também teve uma queda brusca no lucro: 67% menos que no segundo trimestre de 2008, para US$ 3,82 bilhões -a receita caiu 51%. Para a espanhola Repsol, o ganho de abril a junho ficou em 373 milhões, 59% menor que o de um ano antes.

 

Nos três casos, boa parte dessa retração é explicada pela queda da cotação do petróleo no mercado internacional: o barril valia em média US$ 124 no segundo trimestre de 2008, ante US$ 60 no mesmo período deste ano. Ao mesmo tempo, a demanda global deve cair 3% neste ano, de acordo com previsão da Agência Internacional de Energia (AIE), e a procura mundial só deve retomar em 2012 o nível de 2007.

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