Indústria Naval

Lula dará a partida para submarinos em Itaguaí

Fontes empresariais revelam à coluna de  Sergio Barreto Motta que o presidente Lula deverá desembarcar até o fim de mês ou início de julho em Itaguaí (RJ). Lá, comandará a cerimônia de início das obras de cinco submarinos. Al

Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
24/06/2010 06:25
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Fontes empresariais revelam à coluna que o presidente Lula deverá desembarcar até o fim de mês ou início de julho em Itaguaí (RJ). Lá, comandará a cerimônia de início das obras de cinco submarinos. Algumas peças já começaram a ser feitas pelo grupo DCNS, em Cherbourg, na França, e nas próximas semanas um ato marcará o evento no Brasil. Até agora, o Brasil tinha optado, com ótimos resultados, por submarinos alemães, mas Lula deu início a nova era, mediante a colaboração com os franceses, que poderá ainda ser fermentada com a compra de 36 aviões Rafale, da Dassault. O custo dos submarinos Scorpène - incluindo estaleiro e base naval - é de R$ 19 bilhões, e o dos aviões é estimado em R$ 8 bilhões. Na licitação dos aviões participam ainda a Suécia - com o Gripen NG - e Estados Unidos - com o F-18, da gigante Boeing, embora o presidente Lula já tenha declarado sua preferência pelos gauleses.

Foi constituída a empresa Itaguaí Construções Navais (ICN), que tem seu capital igualmente dividido entre a francesa DCNS e a brasileira Odebrecht, sendo que o governo brasileiro, através da Marinha, possui uma golden share, ou seja, tem o direito de vetar questões básicas referentes à atuação da ICN. Caberá à ICN construir tanto a base da Marinha como o estaleiro e os submarinos. De acordo com as fontes desta coluna, a estatal Nuclep participará intensamente da iniciativa. A Nuclep tem equipamentos sofisticados e apresenta elevada ociosidade, que será reduzida com os trabalhos de suporte à construção dos submarinos.

Essas unidades serão quatro convencionais e um capacitado a receber motor nuclear - que terá de ser desenvolvido pela Marinha, em Aramar (SP), pois a França não pode ceder essa tecnologia ao Brasil. A Nuclep, além das máquinas que possui, terá de importar equipamentos, para atender a essa demanda especial. Foi criada uma área chamada de "extensão do estaleiro", cedida pela Nuclep, diante do gigantismo das obras. Como haverá um componente nuclear no quinto submarino, a área teve de ser aprovada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). A Cnen não autoriza produção de itens ligados a submarino nuclear em local aterrado, o que obrigou a Marinha a usar maior área já existente, nas proximidades da Nuclep.

Há problemas menores, como o atraso brasileiro no pagamento do sinal aos franceses, mas, em termos gerais, o projeto dos submarinos está se tornando realidade, para alegria da Marinha, que poderá modernizar sua frota. Quanto a Lula, como bom metalúrgico, está mantendo forte ligação com estaleiros e portos. Fez uma grande festa no lançamento ao mar do primeiro navio da Transpetro, em Pernambuco, e repetirá a dose, nesta quinta-feira, no estaleiro Mauá, em Niterói, para ver o petroleiro Celso Furtado ter contato com a água.



(Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta)

 
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