Portugal

Lusos pedem mudança no Brasil para dinamizar energia limpa

As empresas portuguesas Martifer, Ecoprogresso e Megajoule, que operam na área das energias renováveis no Brasil, esperam mudanças nas regras para impulsionar os investimentos do setor no país.

Agência Lusa
01/07/2009 09:43
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As empresas portuguesas Martifer, Ecoprogresso e Megajoule, que operam na área das energias renováveis no Brasil, esperam mudanças nas regras para impulsionar os investimentos do setor no país.



“Se [o Brasil] liberalizar o mercado e desenvolver uma estratégia de leilões de médio e longo prazo ou de obrigatoriedades de um plano eólico, as empresas poderão fazer um programa de investimentos para criar capacidade industrial e produzir equipamentos no Brasil”, disse o vice-presidente do grupo Martifer, Jorge Martins.



A empresa registrou 370MW no leilão específico de eólica que deverá ocorrer em novembro, todos previstos para a região Nordeste.



O grupo tem 100MW em operação, sendo dois projetos de 14,7MW no Ceará, através da subsidiária Rosa dos Ventos, e outros 4 mil MW em diferentes fases de desenvolvimento, em 12 países, informou.



“Para 2010, a estimativa é iniciar a construção de 400MW eólicos”, adiantou Jorge Martins, no âmbito do Power Future 2009 - Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis, que acontece na capital cearense até quarta-feira.



Conforme Pedro Mateus, diretor da Ecoprogresso, empresa de consultoria na área de mudanças climáticas, gestão de energia e de crédito carbono, “além da falta de leilões específicos, a pesada tributação também é prejudicial ao setor”.



“Os impostos secam qualquer investimento com rentabilidades mais baixas”, afirmou o diretor, ao alertar que os créditos de carbono podem contribuir para viabilização financeira e conferir maior atratividade ao projeto.



Liderança



No Brasil, onde pretende se posicionar no mercado de energias eólicas, a Ecoprogresso “está a investir no setor de captura de biogás, em parceria com a Brascarbon em 85 fazendas de suínos, com recursos do Luso Carbon Fund, fundo que reúne os bancos Banif, Espírito Santo Investment e a Fomentinvest.



Na avaliação do diretor da Megajoule, “o Brasil está no bom caminho e poderá ser um dos líderes mundiais no setor eólico, mas precisa de projetos de longo prazo, para dar confiança aos investidores”.



Miguel Vasconcelos Ferreira disse que o mercado português também passou por uma fase de incertezas, mas a partir de uma legislação clara “os investidores tiveram mais confiança e vieram as indústrias”.



Especializada em serviços e consultoria na área de renováveis, a empresa antecipou os planos e está a instalar um escritório de negócios em Fortaleza, para “atender o mercado brasileiro e o da América Latina, o primeiro fora de Portugal.



“Decidimos aproveitar o Power Future para apresentação da empresa no mercado”, acrescentou.



O diretor disse que escolha do Nordeste ocorre pelo maior número de projetos eólicos e em função de “parceira forte com a Braselco” de Fortaleza, informou.



Além disso, outro escritório será instalado na Polônia.



“Temos projetos em 12 países e quatro continentes, a partir de Portugal, mas queremos ficar mais próximos”, justificou, adiantando que a empresa tem mais de 5GW em estudo no mundo.

 

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