Meio ambiente

Maersk irá operar em 2023 o primeiro navio de linha do mundo neutro em carbono

Redação TN Petróleo/Assessoria
16/02/2021 11:42
Maersk irá operar em 2023 o primeiro navio de linha do mundo neutro em carbono Imagem: Divulgação Visualizações: 2364

A A.P Moller - Maersk acelera suas ações rumo à descarbonização com o lançamento de um navio movido a metanol em 2023. Aos clientes, a companhia oferta um produto carbono neutro escalável. E aos fornecedores de combustível um incentivo para a produção em escala dos combustíveis do futuro. Além disso, a Maersk anuncia que todos os seus futuros navios construídos serão capazes de operar com combustíveis neutros em carbono.

DivulgaçãoA Maersk anuncia a entrada em operação do primeiro navio de linha do mundo neutro em carbono em 2023 — sete anos antes da ambição inicial, em 2030. Todos os futuros navios construídos de propriedade da Maersk terão tecnologia dupla de combustíveis instalada, permitindo operações neutras em carbono ou em óleo combustível padrão com baixíssimo teor de enxofre (VLSFO).

"A ambição da A.P. Moller - Maersk é liderar o caminho para a descarbonização da logística global. Nossos clientes esperam que nós os auxiliemos a descarbonizar suas cadeias de suprimento globais e estamos aceitando a tarefa. Trabalhando para resolver os desafios práticos, técnicos e de segurança inerentes aos combustíveis neutros em carbono que precisamos para o futuro. Nossa ambição de ter uma frota de carbono neutro era um ‘voo para a lua’ quando anunciada em 2018. Hoje, a vemos como uma meta desafiadora, porém possível de ser atingida", afirma Søren Skou, CEO da A.P. Moller - Maersk.

Cerca de metade dos 200 maiores clientes da Maersk estabeleceram — ou estão no processo de implementar — metas ambiciosas, com base científica ou carbono zero, para suas redes de suprimento, e a projeção está crescendo.

Os navios coletores a metanol da Maersk terão capacidade de aproximadamente 2000 TEUs e serão implantados em uma das redes intra-regionais da corporação. Ainda que a embarcação possa funcionar com VLSFO padrão, o plano é operar o navio com e-metanol neutro em carbono ou bio-metanol sustentável desde seu primeiro dia de operação.

"Será um desafio significativo ser fonte, dentro do nosso cronograma, de um adequado fornecimento de metanol neutro em carbono para sermos pioneiros nessa tecnologia. Nosso sucesso depende do acolhimento desse produto inovador pelos consumidores e da colaboração reforçada com produtores de combustíveis, parceiros tecnológicos e desenvolvedores, para impulsionar a produção com a velocidade adequada. Acreditamos que nossa aspiração de colocar em operação, em 2023, o primeiro navio de linha neutro em carbono é a melhor forma de iniciar uma escalada dos combustíveis carbono neutro que vamos precisar", analisa Henriette Hallberg Thygesen, CEO de Fleet & Strategic Brands, A.P. Moller - Maersk.

Divulgação

Tanto o navio coletor movido a metanol quanto a decisão de instalar motores de combustível duplo em novas embarcações integram o processo de substituição de frota da Maersk em andamento.

Colaboração reforçada

Um futuro neutro em carbono para a navegação requer inovação, testagem e colaboração entre múltiplos parceiros da indústria. A Maersk continua explorando diversos caminhos em direção ao combustível neutro em carbono, e espera que existam múltiplas soluções no futuro. O Metanol (e-metanol e bio-metanol), as misturas de álcool lignina e a amônia continuam sendo os principais candidatos a combustível para o futuro.

Parceiro-chave nesta colaboração é o Centro de Transporte de Carbono Zero Maersk Mc-Kinney Møller, um núcleo de pesquisa e desenvolvimento independente e sem fins lucrativos, que trabalha entre setores, organizações, áreas de pesquisa e entes reguladores para acelerar o desenvolvimento e a implementação de novos sistemas de energia e tecnologias.

 

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