Rio Pipeline 2009

Malha brasileira de minerodutos pode dobrar de tamanho

Com uma malha de 2.000 quilômetros em operação e construção e potencial para dobrar de tamanho, o Brasil já transporta cerca de 75 milhões de toneladas por ano de material através de minerodutos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (22) pelo executivo Jay Chapman, da Ausenco do B

Da Redação
23/09/2009 11:29
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Com uma malha de 2.000 quilômetros em operação e construção e potencial para dobrar de tamanho, o Brasil já transporta cerca de 75 milhões de toneladas por ano de material através de minerodutos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (22) pelo executivo Jay Chapman, da Ausenco do Brasil, durante a Rio Pipeline. Chapman avalia que a malha de minerodutos brasileira pode crescer do estado de Minas Gerais em direção ao litoral do país e defende que o transporte de minérios por dutos – tema de destaque na conferência deste ano da Rio Pipeline - é mais eficiente do que por rodovia ou ferrovia.


 
Os minerodutos de longa distância já são comuns no Brasil e no mundo, e as malhas normalmente estão localizadas a milhares de quilômetros da costa.  A executiva da Brass Chile, Nara Altmann, alerta, no entanto, que a seleção das rotas deve ser cuidadosa e levar em conta fatores como o prazo da construção, faixa de servidão, impacto social, custo e economicidade do projeto. Mas entre todos os fatores levantados, Nara destaca que o principal é o meio ambiente. Ela explica que hoje o processo para conseguir um licenciamento ambiental pode levar de três meses a três anos no mundo e que, portanto, a avaliação precoce do impacto ambiental é essencial para a construção de um mineroduto. “Em geral, as rotas de mineroduto mais curtas, com o menor impacto ambiental e menor impacto social são as escolhidas”, indica.


Já Eugene Yaremko, da Northwest Hydraulic Consultants, discorda. Para ele, às vezes evitar problemas com proprietários de terras e optar por um traçado de dutos que atravesse rios ou regiões geologicamente delicadas pode ser mais prejudicial do que vantajoso.  Relatando sua experiência na construção de dois minerodutos na Argentina, Yaremko afirmou que a ruptura de um duto no meio de um rio ou de um vale pode causar danos muito maiores do que tentar negociar com populações a passagem de um duto pelo terreno ocupado por aquelas pessoas. “É preciso avaliar sempre o risco geológico e os riscos de enchentes nos trajetos traçados dos minerodutos. A escolha do trajeto é fundamental”, justifica.

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