Energia Elétrica

Mercado livre de energia alcança 42% de participação e impulsiona uso de fontes renováveis no Brasil

Redação TN Petróleo/Assessoria AXS Energia
02/12/2024 05:39
Mercado livre de energia alcança 42% de participação e impulsiona uso de fontes renováveis no Brasil Imagem: Divulgação Visualizações: 3090

O mercado livre de energia continua a expandir rapidamente no Brasil. Em setembro de 2024, o número de unidades consumidoras nesse modelo chegou a 51,3 mil, representando 42% de toda a energia consumida no país. O dado, divulgado pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL), aponta ainda para um crescimento de 46% em comparação ao ano anterior.

Além da maior flexibilidade nas negociações e liberdade para escolha do fornecedor, os consumidores do mercado livre conseguem economizar até 46% no valor da energia elétrica, afirma a Associação. Hoje, 92% da eletricidade consumida pela indústria brasileira já é adquirida nesse modelo, o que torna o mercado livre uma escolha estratégica para setores de grande consumo.

"O mercado livre de energia traz vantagens consideráveis para as empresas, como a flexibilidade de contratos, sazonalidade, e a possibilidade de escolher fornecedores de energia renovável. Isso proporciona maior transparência e otimização de custos", afirma André Oliveira Pinto, head de Operações da TCCom, responsável por comercializar energia elétrica do Grupo Roca, empresa parceira da AXS Energia no mercado de fontes renováveis. 

O incentivo às fontes de energia renováveis também é uma vantagem crescente no modelo livre, já que 64% da energia renovável no Brasil é destinada a esse mercado. Apenas no caso da energia solar, o percentual chega a 82%, com empresas como a AXS Energia liderando a comercialização.

"Uma das características deste mercado é incentivar a adoção de práticas sustentáveis. O uso de energias renováveis pode, até mesmo, garantir descontos aos consumidores, como forma de incentivo", lembra o head de Operações. 

Como funciona o mercado livre de energia
No modelo do mercado livre, os consumidores podem negociar diretamente com as comercializadoras de energia, sem a necessidade de intermediários como distribuidoras regionais. Esse formato permite maior competitividade e transparência nos preços, além de possibilitar que as empresas escolham fontes de energia renovável, como solar e eólica.

Desde janeiro de 2024, todos os consumidores de alta tensão passaram a ser elegíveis para migrar para o mercado livre, ampliando o acesso a empresas de diversos segmentos. A mudança ocorre em um cenário onde as tarifas de energia no Brasil estão entre as mais altas do mundo, conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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