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Metais têm altas fortes em agosto

Preços interromperam uma sequência de meses em queda.

Valor Econômico
30/08/2013 09:44
Visualizações: 1338

 

Agosto foi um ótimo mês para os metais não ferrosos. Com altas expressivas, os preços interromperam uma sequência de meses em queda e atenuaram as perdas acumuladas no ano. A melhora de indicadores econômicos da China e da Europa foi o principal motivo do otimismo com as commodities metálicas.
Em média, cobre, alumínio, níquel, zinco, estanho e chumbo terminaram agosto com alta de 7,3%. No início do mês, tiveram uma arrancada após a divulgação do crescimento da produção industrial da China - maior compradora de metais do mundo -, que superou as expectativas. Outros dados divulgados ao longo do mês, como o crescimento de 0,9% da economia europeia, após meses de retração, também contribuíram para a melhora de expectativas de demanda.
Os preços mais altos, somados à valorização do dólar, ajudam as empresas que atuam com essas commodities no Brasil. É o caso de Votorantim Metais e Vale, por exemplo, que mostraram em seus últimos balanços resultados pressionados pelos preços baixos. Por outro lado, empresas que transformam os metais também já começam a sentir aumento de custos.
Mas analistas não acreditam que o desempenho dos metais em agosto seja um indicativo de mudança radical de tendência. Apesar de os estoques já terem caído, na maioria dos casos, os fundamentos continuam ruins, afirmam. "Até o fim do ano que vem, não acreditamos que os metais vão engrenar tendência mais forte de alta", afirma Bruno Rezende, analista da Tendências Consultoria. Ele observa que os preços já recuaram nos últimos dias por conta de preocupações com uma queda de demanda em alguns países no caso de uma intervenção militar na Síria.
No curto prazo, os metais ainda podem ter uma pressão negativa de um aumento de liquidez, diz o analista, após diversos bancos de investimento terem decidido parar de operar commodities no mercado físico. Empresas compradoras de metais vinham reclamando do aumento dos prêmios por conta da menor disponibilidade para compra à vista, parte por conta dos volumes que ficavam travados nos armazéns dos bancos. Para médio prazo, entretanto, este efeito tende a ser neutro.
Mesmo com o desempenho melhor em agosto, todos os metais ainda acumulam quedas superiores a 4% no ano, sendo que o níquel ainda cai 17%. Para o fim de 2013, em geral os analistas esperam preços levemente maiores do que os atuais. Stephen Briggs, do BNP Paribas, calcula que a tonelada do alumínio chegará a US$ 1.895 no quarto trimestre e a do níquel, a US$ 15.600. Para o cobre, ele prevê recuo a US$ 6.825 por tonelada.

Agosto foi um ótimo mês para os metais não ferrosos. Com altas expressivas, os preços interromperam uma sequência de meses em queda e atenuaram as perdas acumuladas no ano. A melhora de indicadores econômicos da China e da Europa foi o principal motivo do otimismo com as commodities metálicas.


Em média, cobre, alumínio, níquel, zinco, estanho e chumbo terminaram agosto com alta de 7,3%. No início do mês, tiveram uma arrancada após a divulgação do crescimento da produção industrial da China - maior compradora de metais do mundo -, que superou as expectativas. Outros dados divulgados ao longo do mês, como o crescimento de 0,9% da economia europeia, após meses de retração, também contribuíram para a melhora de expectativas de demanda.

Os preços mais altos, somados à valorização do dólar, ajudam as empresas que atuam com essas commodities no Brasil. É o caso de Votorantim Metais e Vale, por exemplo, que mostraram em seus últimos balanços resultados pressionados pelos preços baixos. Por outro lado, empresas que transformam os metais também já começam a sentir aumento de custos.


Mas analistas não acreditam que o desempenho dos metais em agosto seja um indicativo de mudança radical de tendência. Apesar de os estoques já terem caído, na maioria dos casos, os fundamentos continuam ruins, afirmam. "Até o fim do ano que vem, não acreditamos que os metais vão engrenar tendência mais forte de alta", afirma Bruno Rezende, analista da Tendências Consultoria. Ele observa que os preços já recuaram nos últimos dias por conta de preocupações com uma queda de demanda em alguns países no caso de uma intervenção militar na Síria.


No curto prazo, os metais ainda podem ter uma pressão negativa de um aumento de liquidez, diz o analista, após diversos bancos de investimento terem decidido parar de operar commodities no mercado físico. Empresas compradoras de metais vinham reclamando do aumento dos prêmios por conta da menor disponibilidade para compra à vista, parte por conta dos volumes que ficavam travados nos armazéns dos bancos. Para médio prazo, entretanto, este efeito tende a ser neutro.


Mesmo com o desempenho melhor em agosto, todos os metais ainda acumulam quedas superiores a 4% no ano, sendo que o níquel ainda cai 17%. Para o fim de 2013, em geral os analistas esperam preços levemente maiores do que os atuais. Stephen Briggs, do BNP Paribas, calcula que a tonelada do alumínio chegará a US$ 1.895 no quarto trimestre e a do níquel, a US$ 15.600. Para o cobre, ele prevê recuo a US$ 6.825 por tonelada.

 

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