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Minoritários da Petrobras querem mais representatividade

Carta enviada ao ministro da Fazenda lista problemas de governança.

Agência Estado
06/09/2012 12:39
Visualizações: 569

 

Uma articulação inédita entre acionistas minoritários brasileiros e estrangeiros da Petrobras está inaugurando nova fase na luta por representatividade de investidores privados na gigante de controle estatal. A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) e 16 grupos internacionais enviaram uma carta ao ministro da Fazenda e presidente do conselho de administração da Petrobras, Guido Mantega, e à presidente da companhia, Graça Foster, listando problemas de governança na empresa.
As críticas do grupo, gestores de US$ 2,15 trilhões em investimentos pelo mundo e acionistas relevantes da Petrobras, se concentram na representatividade de minoritários na estatal e na forma de financiar o pesado plano de investimentos, diante da política de reajuste de preços de derivados.
"Até que seja implementado um método formal de estabelecimento de preços de produtos refinados que acompanhe os preços internacionais, esta continuará sendo uma importante questão de governança com impacto negativo para a percepção da empresa e, consequentemente, para seu valor", dizem os investidores, em carta assinada pelo presidente da Amec, Mauro Cunha, referendada pelos 16 grupos estrangeiros.
No texto de pouco mais de duas páginas, escrito em inglês e datado de 29 de agosto, eles pedem que a Petrobras revise sua estratégia de investimentos de forma a garantir valor sustentável às ações no longo prazo. O pleito fundamental de fundos como o F&C (Londres), Aberdeen (Escócia) e FSBA (Flórida) está na representação de acionistas minoritários na companhia.
Os investidores não se sentem representados pelos dois conselheiros que ocupam as vagas reservadas a minoritários, os empresários Jorge Gerdau e Josué Gomes da Silva. Lembram que ambos foram eleitos em assembleia em março graças a fundos de pensão estatais (Petros, Previ e Funcef) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que votam como acionistas minoritários, mas sempre alinhados à União - que é a controladora, ao mesmo tempo, dos fundos, do banco e da Petrobras. Pedem que eles se isentem na próxima eleição anual, prevista para março.
Os acionistas também reportaram sua insatisfação com a desvalorização dos papéis da empresa e com suas práticas de governança corporativa na carta enviada a autoridades. No documento, eles sustentam que, desde a megacapitalização anunciada em 2009, a Petrobras já perdeu US$ 208 bilhões em valor.
Para embasar sua argumentação, destacam que os papéis da empresa sofreram uma "destruição" de 48% em dólares nesse período, enquanto o XOP, um fundo de índices que integra as grandes companhias de petróleo do mundo, teve valorização de 46%.

Uma articulação inédita entre acionistas minoritários brasileiros e estrangeiros da Petrobras está inaugurando nova fase na luta por representatividade de investidores privados na gigante de controle estatal. A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) e 16 grupos internacionais enviaram uma carta ao ministro da Fazenda e presidente do conselho de administração da Petrobras, Guido Mantega, e à presidente da companhia, Graça Foster, listando problemas de governança na empresa.


As críticas do grupo, gestores de US$ 2,15 trilhões em investimentos pelo mundo e acionistas relevantes da Petrobras, se concentram na representatividade de minoritários na estatal e na forma de financiar o pesado plano de investimentos, diante da política de reajuste de preços de derivados.


"Até que seja implementado um método formal de estabelecimento de preços de produtos refinados que acompanhe os preços internacionais, esta continuará sendo uma importante questão de governança com impacto negativo para a percepção da empresa e, consequentemente, para seu valor", dizem os investidores, em carta assinada pelo presidente da Amec, Mauro Cunha, referendada pelos 16 grupos estrangeiros.


No texto de pouco mais de duas páginas, escrito em inglês e datado de 29 de agosto, eles pedem que a Petrobras revise sua estratégia de investimentos de forma a garantir valor sustentável às ações no longo prazo. O pleito fundamental de fundos como o F&C (Londres), Aberdeen (Escócia) e FSBA (Flórida) está na representação de acionistas minoritários na companhia.


Os investidores não se sentem representados pelos dois conselheiros que ocupam as vagas reservadas a minoritários, os empresários Jorge Gerdau e Josué Gomes da Silva. Lembram que ambos foram eleitos em assembleia em março graças a fundos de pensão estatais (Petros, Previ e Funcef) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que votam como acionistas minoritários, mas sempre alinhados à União - que é a controladora, ao mesmo tempo, dos fundos, do banco e da Petrobras. Pedem que eles se isentem na próxima eleição anual, prevista para março.


Os acionistas também reportaram sua insatisfação com a desvalorização dos papéis da empresa e com suas práticas de governança corporativa na carta enviada a autoridades. No documento, eles sustentam que, desde a megacapitalização anunciada em 2009, a Petrobras já perdeu US$ 208 bilhões em valor.


Para embasar sua argumentação, destacam que os papéis da empresa sofreram uma "destruição" de 48% em dólares nesse período, enquanto o XOP, um fundo de índices que integra as grandes companhias de petróleo do mundo, teve valorização de 46%.

 

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