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Mudanças e extremos climáticos impactam a produção de cana-de-açúcar

Redação TN Petróleo/Assessoria
18/03/2021 12:29
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Divulgação

O futuro da cana-de-açúcar permanece incerto devido às diferenças nas projeções climáticas e porque as respostas da sua ecofisiologia aos fatores climáticos como a temperatura e umidade do ar, precipitação e a concentração de CO2 ainda não foram totalmente compreendidos.

Cientistas do Reino Unido, China e Brasil analisaram quão sensível às mudanças climáticas é a produtividade da cana-de-açúcar, incluindo extremos climáticos, e quais são os fatores climáticos principais atuantes.

O trabalho utilizou um modelo biofísico do Solo-Planta-Atmosfera e medições detalhadas de séries temporais de parcelas experimentais em Guangxi, China, e no estado de São Paulo. Foi simulado o crescimento da cana-de-açúcar sob o clima histórico (1980-2018), e seis projeções climáticas futuras (2015--2100).

Os autores concluiram que o impacto das mudanças climáticas futuras e extremos climáticos na produção de cana-de-açúcar variam substancialmente nas duas principais regiões produtoras. No sul da China, foram apresentadas evidências de que o rendimento médio e a variabilidade associada com os extremos climáticos não mudarão nas décadas futuras.

Mas no estado de São Paulo, houve evidências de que o rendimento médio provavelmente diminuirá e efeitos climáticos extremos irão reduzir os rendimentos mínimos ainda mais fortemente. Assim, no Brasil, a produção de cana-de-açúcar apresenta um risco climático muito maior.

Os pesquisadores sugeriem que são necessárias estratégias de mitigação que visam os fatores climáticos locais para proteger a produção global de cana-de-açúcar desses riscos climáticos. Além disso, trabalhos futuros devem se concentrar na resposta climática da fenologia da cana, em particular, as ligações entre clima, taxa de desenvolvimento e senescência das folhas.

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