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Naturgy debate perspectivas de expansão do GNV e biometano na frota pesada

No Seminário de Gás Natural do IBP, empresa destaca ampliação dos Corredores Sustentáveis e mercado potencial na conversão de ônibus.

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
19/05/2025 11:00
Naturgy debate perspectivas de expansão do GNV e biometano na frota pesada Imagem: Divulgação IBP Visualizações: 2403

A Naturgy, distribuidora de gás natural com atuação no estado do Rio de Janeiro e no sul de São Paulo, debateu as perspectivas de expansão do GNV na frota pesada, durante o Seminário de Gás Natural do IBP. Hoje, 50% do volume de gás distribuído pela empresa no Rio de Janeiro é referente ao GNV. No estado, 1,7 milhão veículos leves são convertidos para o uso do combustível, ou seja, cerca de 20% da frota. A meta é ampliar o mercado com a expansão do GNV em caminhões e ônibus.

Em relação a infraestrutura de abastecimento, o Rio de Janeiro já conta com dois corredores sustentáveis, na Via Dutra e na Washington Luís. Atualmente, nas duas rodovias, já são 11 postos adaptados para abastecer veículos pesados a GNV. "Recentemente, anunciamos investimentos na ordem de R$ 300 milhões para ampliar o projeto para mais 16 corredores sustentáveis nas rodovias que ligam o Rio de Janeiro aos demais estados do Sudeste. Assim, os caminhões poderão ter total autonomia de abastecimento para transitar por estes estados", explica Giselia Pontes Sereli, diretora comercial da Naturgy.

No painel "Novas demandas: gás natural e biometano para frotas pesadas", a executiva ainda abordou a perspectiva de crescimento do mercado de GNV, considerando a conversão das frotas de ônibus. "Em termos de Mobilidade Urbana temos um potencial imenso. O estado do Rio tem 92 municípios e se considerarmos apenas a cidade do Rio de Janeiro, a frota de ônibus municipais é de 4.000 veículos circulando diariamente. No município, existem 37 garagens e elas estão sob a rede de gás, o que nos dá a possibilidade de abastecer todas elas com GNV. Quando analisamos o volume de diesel consumido por mês, só no Rio de Janeiro estamos falando de 13 milhões de litros por mês. Além de ampliar o mercado, estamos falando em um transporte mais sustentável e mais competitivo, lembrando que a substituição do diesel pelo GNV é uma oportunidade para descarbonizar, pois o gás tem redução de cerca de 20% nas emissões de carbono", explica Giselia.

A executiva complementa que hoje, a tecnologia para ônibus a gás está avançada, com veículos eficientes, preços competitivos e possibilidade de entrega a curto prazo. Segundo ela, na Colômbia, 40% da frota de mobilidade urbana de Bogotá é a gás e são veículos produzidos no Brasil.

Em relação à descarbonização, o benefício será ainda maior com a adoção do biometano. As duas fontes energéticas são intercambiáveis e, nesse sentido, os investimentos em infraestrutura para o gás natural serão fundamentais para a adoção do novo combustível, conforme aumentar sua escala de produção. "O biometano é um sonho em termos de Sustentabilidade. Hoje, distribuímos no mercado convencional cerca de 7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e este volume aumenta muito se adicionarmos os volumes distribuídos para as térmicas. Segundo dados da ANP, a produção do biometano no Brasil em março deste ano foi de cerca de 10 milhões de metros cúbicos por mês. Então, o gás natural ainda é essencial para atender à demanda e garantir a segurança energética e as duas fontes atuam de forma complementar. Enquanto isto, estamos trabalhando, expandindo a infraestrutura, que estará preparada para receber o biometano quando a produção alcançar a maturidade", conclui Giselia.

Produzido pelo Instituo Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o Seminário de Gás Natural aconteceu nos dias 14 e 15 de maio, no Fairmont, em Copacabana. Moderado por Gabriel Kropsch (Sinergás), o painel "Novas demandas: gás natural e biometano para frotas pesadas" contou também com a participação de Laércio Ávila do Consórcio BRT, Vinicius Reiter Plitz, da Reiter LOG, e Erik Trench da Ultragaz.

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