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Navio da ANP inicia estudos no litoral da PB

Jornal da Paraíba
01/04/2005 00:00
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O navio Ocean Sat Peg I já está na costa paraibana, na altura de Cabedelo, colhendo mostras do assoalho oceânico, que serão remetidas para análise em um laboratório no Rio de Janeiro. O estudo pretende confirmar a existência de petróleo na bacia Pernambuco-Paraíba. Enquanto isso, em Sousa, outra pesquisa com igual propósito está sendo realizada, só que na bacia do Rio do Peixe, de onde foram retiradas cerca de 480 mostras do solo.
A operação no mar é de responsabilidade da empresa HRT Petroleum (que contratou a OceanSatPeg para a logística da mesma), já no Sertão do Estado, a retirada das mostras está sendo executada pela MRM Assessoria em Petróleo Ambiental - ambas contratadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Só a operação em alto mar terá o custo de R$ 5 milhões
Desde o mês passado o navio está na região Nordeste, tendo começado a operação de coleta em Pernambuco. De acordo com o chefe da missão no mar, Milton Sobreira, da OceanSatPeg, o navio deverá ficar na Paraíba até a próxima semana, quando deverá seguir até a altura do município de Touros, no Rio Grande do Norte - a área da bacia Pernambuco-Paraíba possui em torno de 34 mil quilômetros quadrados.
"Ao todo, nos dois Estados que já percorremos, foram retiradas 200 mostras. O objetivo é que no final, tenhamos o dobro desse número", disse. Ainda conforme Milton Sobreira, das 200 mostras colhidas, 100 já foram enviadas para um laboratório carioca. As demais deverão seguir para igual destino no dia 10 do próximo mês. A pesquisa atual verifica a incidência do petróleo ou do gás existente no assoalho oceânico, e sua localização exata.

Coleta é feita em águas profudas

No navio há uma equipe de 24 pessoas, composta entre a tripulação e o grupo da operação propriamente dita, como supervisor, geólogos, oceanógrafos, operadores de convés, entre outros. As amostras começam a ser coletadas em águas rasas e depois passam a ser coletadas em águas profundas, que vão de 50 a 2,5 mil metros - a área pesquisada é conhecida como linha de charneira. O OceanSatPeg I é um dos mais modernos do País, sendo estruturado com equipamentos de alta resolução. O equipamento que faz a coleta é chamado de piston core e recolhe as amostras a seis metros do solo. O piston pesa cerca de uma tonelada e pode ser utilizado em profundidades de até 3,5 mil metros.
Já em Sousa, os técnicos estão encontrando dificuldades de prosseguir a pesquisa por causa do tempo, segundo informou o coordenador de projetos da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM), José Soares de Brito. A CDRM monitora o trabalho realizado pela MRM Assessoria em Petróleo Ambiental no solo da bacia do Rio do Peixe.
Quando é descoberta a existência de petróleo em uma área, o Estado ganha em royalties e compensações financeiras, pela concessão da exploração do combustível ou do gás natural, além dos municípios onde o petróleo é encontrado. Se os estudos confirmarem a presença de petróleo, as bacias Pernambuco-Paraíba e Rio do Peixe, poderão ser incluídas na oitava rodada de licitações de blocos em 2006, efetuada pela ANP.

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