Energia elétrica

No evento “Setor Energético: Desafios e Oportunidades” em São Paulo, ministro destaca os próximos leilões

Redação/Assessoria MME
28/02/2019 10:02
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Bento Albuquerque do MME, participou ontem (27/02), de evento no BTG Pactual, em São Paulo. Bento Albuquerque fez a abertura do painel “Setor Energético: Desafios e Oportunidades”, que teve como mediador o secretário de Energia Elétrica do MME, Ricardo Cyrino.

Na ocasião, o ministro confirmou o calendário de leilões de geração e transmissão de energia que ocorrerão em 2019. O leilão de geração A-4 tem previsão de realização em junho e o A-6 deve acontecer em setembro. Com investimentos na casa dos R$ 4 bilhões, está previsto para dezembro o leilão de transmissão, que vai oferecer aos investidores 15 lotes de empreendimentos e a construção de 1.700 quilômetros de linhas.

Em conversa com jornalistas, o ministro foi questionado sobre a capitalização da Eletrobras. Bento Albuquerque falou sobre a importância de, primeiramente, se definir um plano de trabalho, que envolve outros Ministérios, além do Tribunal de Contas da União e da Advocacia Geral da União. “A empresa, seja ela Eletrobras ou qualquer outro órgão, tem que voltar a ter capacidade de investir”, afirmou o ministro".

O ministro lembrou ainda que “a descotização é fundamental”. “Não adianta você querer se desfazer da Eletrobras ou apenas os seus ativos, sem ter resolvido a questão do GSF, da descotizazação da empresa, pois hoje em dia ela não tem condições de investir considerando o preço da energia que ela recebe.

Sobre o linhão de transmissão para conectar Boa Vista a Manaus, Bento Albuquerque declarou: “o que nós vamos fazer é, através de uma ação coordenada, conseguir logo essa licença de instalação que já dura praticamente cinco anos”. “Precisamos é chegar a uma resolução que permita, a curto prazo, até o meio do ano, termos essa licença, para que as obras se iniciem”, concluiu.

Atualmente, Roraima é o único estado desconectado da rede de transmissão de energia e depende em grande parte das importações de energia da Venezuela.

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