Tecnologia

No Sul, busca para inovar plataformas marítimas

Valor Econômico
23/05/2005 00:00
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Depois de três anos de trabalho, pesquisadores do Laboratório de Metalurgia Física da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveram um novo mecanismo de fixação de plataformas marítimas de exploração de petróleo que pode significar uma economia de milhões de dólares para a Petrobras. O sistema "aberto" de fixação de plataformas consiste basicamente em ganchos produzidos com uma liga metálica de cromo-molibdênio que ficam presos a estruturas no fundo do mar mas podem ser desconectados para inspeção e manutenção. Pelo método tradicional, as plataformas ficam ligadas por grandes correntes ou cordoalhas a 16 estacas fixas no leito do oceano e em caso de pane em alguma dessas amarras, que custa US$ 1 milhão cada, ela precisa ser descartada.
O projeto recebeu R$ 620 mil da estatal e da Finep, a agência de financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, e ainda está em andamento, mas já resultou em um sistema em fase de testes na Bacia de Campos (RJ), explica o coordenador da pesquisa, professor doutor Telmo Strohaecker.
A Petrobras está iniciando, em Mossoró (RN), os testes de campo de um novo modelo de unidade de bombeio terrestre de petróleo desenvolvido pelo laboratório da UFRGS, explicou o professor, que também chefia o departamento de metalurgia da universidade. O financiamento soma R$ 230 mil da Finep e R$ 140 mil da estatal.
No total, a UFRGS tem 569 grupos de pesquisa registrados, revela a coordenadora da secretaria de Desenvolvimento Tecnológico da instituição (Sedetec), Maria Alice Lahorgue. O orçamento anual para pesquisa científica chega a R$ 30 milhões, originários da Finep, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação e de parte das verbas de manutenção da própria universidade.
Com mais de mil doutores no quadro de dois mil professores, a universidade tem 45 patentes registradas, a maior parte nas áreas de engenharia, física, farmácia, biociências e informática, das quais cinco já estão licenciadas para uso por empresas privadas.
A UFRGS inaugurou no ano passado sua primeira Casa de Desenvolvimento Tecnológico com 900 metros quadrados para abrigar projetos de pesquisa em parceria com empresas. Uma nova unidade deve ser instalada em 2005.

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