Internacional

Novas jazidas de petróleo e gás na Rússia potenciam inovação

Descobertas são em área de difícil acesso.

Rádio Voz da Russia
01/03/2013 09:35
Visualizações: 1707

 

A Agência Federal de Recursos Minerais aponta para a eventual descoberta de novas jazidas de hidrocarbonetos no sul do mar de Kara, a norte da Sibéria. Se trata de depósitos de gás e petróleo em zonas de difícil acesso, cuja exploração implica projetos dispendiosos. No entanto, não há outra alternativa, indicam os peritos.
De qualquer modo, a progressiva falta de hidrocarbonetos na parte continental leva à prospecção de jazidas no fundo dos mares e oceanos, constata Konstantin Simonov, diretor do Fundo de Segurança Energética Nacional.
"A plataforma continental e os oceanos representam o futuro palco de produção de petróleo e gás. No que tange à aceleração dos trabalhos nessa vertente, esta é uma questão de perspectiva de curto prazo. A Sibéria Ocidental foi sempre uma fonte de matérias-primas que tendem a esgotar".
Enquanto isso, a exploração da plataforma ártica russa implica o emprego de complexos métodos tecnológicos e de meios financeiros colossais - tenha-se em conta o clima e a localização distante das jazidas, aliados à falta de experiência das empresas. Nos tempos soviéticos, a maior parte das obras de extração era realizada na superfície. Não é por acaso que as companhias russas Gazprom e Rosneft, que operam na plataforma russa, estão agilizando um conjunto de parcerias que ofereçam a experiência e tecnologias necessárias para o efeito.
O professor catedrático do Instituto de Petróleo e Gás, Boris Tumanian, ressalva que tais projetos, apesar de aliciantes, não serão realizados em breve.
"Não restam dúvidas que serão projetos dispendiosos e complicados tanto em termos técnicos, como ambientais. Será preciso tomar medidas visando a proteção do meio ambiente e a segurança industrial. Por isso, é pouco provável que a exploração intensiva possa começar nos próximos 10 anos".
De acordo com o perito, o setor energético russo enfrenta sérios problemas, que requerem a solução imediata.
"Antes de mais, é necessário tirar proveito daquilo que existe no nosso subsolo rico, por exemplo, em várias jazidas de gás. Uma elevada quantidade de gás se queima e se reutiliza. Por outro lado, a Sibéria Oriental não deixa de ser uma área enorme para a prospecção de novas jazidas".
O mundo entra na época de hidrocarbonetos dispendiosos, frisou adiante Konstantin Simonov, ao deixar claro que o ramo energético será capaz de imprimir dinamismo ao desempenho de outros setores econômicos.
"A principal questão diz respeito ao transporte de matérias-primas. Quando se fala de recuperação da Rota Marítima do Norte, tem que ser examinada a perspectiva de modernizar o parque de quebra-gelos, navios-tanque e petroleiros. Tudo isso abre um vasto espaço para inovações. Deste modo, o ramo de petróleo e gás está gerando novas tarefas na agenda de outros setores".
O governo russo indicou reiteradas vezes que o complexo energético se convertia gradualmente num maior consumidor de inovações. Atualmente, peritos não afastam a hipótese de que o setor poder virar uma locomotiva de inovações e projetos ambiciosos.

A Agência Federal de Recursos Minerais aponta para a eventual descoberta de novas jazidas de hidrocarbonetos no sul do mar de Kara, a norte da Sibéria. Se trata de depósitos de gás e petróleo em zonas de difícil acesso, cuja exploração implica projetos dispendiosos. No entanto, não há outra alternativa, indicam os peritos.


De qualquer modo, a progressiva falta de hidrocarbonetos na parte continental leva à prospecção de jazidas no fundo dos mares e oceanos, constata Konstantin Simonov, diretor do Fundo de Segurança Energética Nacional.


"A plataforma continental e os oceanos representam o futuro palco de produção de petróleo e gás. No que tange à aceleração dos trabalhos nessa vertente, esta é uma questão de perspectiva de curto prazo. A Sibéria Ocidental foi sempre uma fonte de matérias-primas que tendem a esgotar", disse.


Enquanto isso, a exploração da plataforma ártica russa implica o emprego de complexos métodos tecnológicos e de meios financeiros colossais - tenha-se em conta o clima e a localização distante das jazidas, aliados à falta de experiência das empresas. Nos tempos soviéticos, a maior parte das obras de extração era realizada na superfície. Não é por acaso que as companhias russas Gazprom e Rosneft, que operam na plataforma russa, estão agilizando um conjunto de parcerias que ofereçam a experiência e tecnologias necessárias para o efeito.


O professor catedrático do Instituto de Petróleo e Gás, Boris Tumanian, ressalva que tais projetos, apesar de aliciantes, não serão realizados em breve.


"Não restam dúvidas que serão projetos dispendiosos e complicados tanto em termos técnicos, como ambientais. Será preciso tomar medidas visando a proteção do meio ambiente e a segurança industrial. Por isso, é pouco provável que a exploração intensiva possa começar nos próximos 10 anos".


De acordo com o perito, o setor energético russo enfrenta sérios problemas, que requerem a solução imediata.


"Antes de mais, é necessário tirar proveito daquilo que existe no nosso subsolo rico, por exemplo, em várias jazidas de gás. Uma elevada quantidade de gás se queima e se reutiliza. Por outro lado, a Sibéria Oriental não deixa de ser uma área enorme para a prospecção de novas jazidas".


O mundo entra na época de hidrocarbonetos dispendiosos, frisou adiante Konstantin Simonov, ao deixar claro que o ramo energético será capaz de imprimir dinamismo ao desempenho de outros setores econômicos.


"A principal questão diz respeito ao transporte de matérias-primas. Quando se fala de recuperação da Rota Marítima do Norte, tem que ser examinada a perspectiva de modernizar o parque de quebra-gelos, navios-tanque e petroleiros. Tudo isso abre um vasto espaço para inovações. Deste modo, o ramo de petróleo e gás está gerando novas tarefas na agenda de outros setores".


O governo russo indicou reiteradas vezes que o complexo energético se convertia gradualmente num maior consumidor de inovações. Atualmente, peritos não afastam a hipótese de que o setor poder virar uma locomotiva de inovações e projetos ambiciosos.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.