Portos

Novo calado em canal de navegação em Santos beneficia operadores

A obra ampliou de 11,20 metros para 13,20 metros.

Valor Econômico
12/12/2013 09:34
Visualizações: 1048

 

Novo calado em canal de navegação em Santos beneficia operadores
Quinta, 12 Dezembro 2013 08:27
Portos e Logística
Imprimir
E-mail
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) divulgou ontem o novo calado operacional no trecho 3 do canal de navegação do porto de Santos, fruto da dragagem de aprofundamento. A obra ampliou de 11,20 metros para 13,20 metros o calado máximo permitido para acessar o trecho. Na maré alta, poderão entrar embarcações com até 14,20 metros de calado.
O ganho é muito relevante. Segundo armadores, cada dez centímetros em um navio de 9 mil Teus (contêineres de 20 pés) representa um potencial a mais de carregamento de 70 contêineres.
A dragagem de aprofundamento é obra do governo federal e consta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contrato, administrado pela Secretaria de Portos (SEP), foi vencido pelo consórcio Draga Brasil por R$ 200 milhões, em 2009.
Terminais localizados no trecho 4 - onde a navegação ainda está restrita a navios de até 11,20 metros de calado - estão preocupados com o que denominam aumento do desequilíbrio concorrencial. Eles dizem que as empresas situadas nos demais trechos terão uma vantagem competitiva ao poder embarcar mais cargas.
A SEP fatiou o processo de dragagem do canal de Santos, com quase 25 quilômetros, em quatro trechos para minimizar as perdas causadas pelos constantes assoreamentos. Os trechos 1 e 2 foram homologados no meio do ano, também para 13,20 metros, podendo alcançar 14,20 metros na maré cheia. Desde então, pelo menos um terminal instalado no trecho 4 perdeu uma linha de navegação para um concorrente do trecho 2 devido a essa vantagem operacional, apurou o Valor.
O ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, que assumiu a SEP após a homologação dos trechos 1 e 2, diz que o governo trabalha para diminuir o máximo possível o intervalo entre a validação dos calados operacionais nos trechos 3 e 4. "A meta é alcançar para o trecho 4 o mesmo status até o fim de janeiro. Até lá vamos maximizar o que for possível", afirmou. O ministro ponderou que a diferença de tempo é curta e transitória, apenas enquanto durar a chamada batimetria (verificação da profundidade). "Não é o caso de um dano concorrencial permanente".
Segundo o presidente da Codesp, Renato Barco, a homologação do trecho 4 poderá ser feita por subtrecho, para agilizar o processo, aproveitando os ganhos operacionais alcançados em algumas áreas. Especificamente, na região que engloba os terminais do Saboó e da BTP, que operam o mesmo tipo de carga da maior concorrente do trecho 3 e que receberá os benefícios imediatos do novo calado na área, a Embraport.
A estratégia vai ao encontro do pleito feito pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) à SEP, na semana passada. "Hoje, os terminais do Saboó representam algo em torno de 17% a 19% da movimentação de contêineres do porto de Santos", argumenta o presidente do Sopesp, Querginaldo Camargo.
A reclamação de assimetria concorrencial parte principalmente dos terminais cujos berços de atracação estão preparados para receber embarcações com os novos calados - o que não é o caso da maioria das empresas do porto.
"Qualquer terminal que tenha um metro a mais de calado consegue carregar muito mais o navio. Eu poderia absorver imediatamente os ganhos potenciais com a homologação do trecho 4", diz José Eduardo Bechara, presidente do Ecoporto Santos.
"Deixamos de ter condições de competir pelas linhas de navegação. Para o armador é antieconômico operar um navio sem usufruir da capacidade máxima da embarcação", diz o diretor-presidente da BTP, Henry Robinson.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) divulgou ontem o novo calado operacional no trecho 3 do canal de navegação do porto de Santos, fruto da dragagem de aprofundamento. A obra ampliou de 11,20 metros para 13,20 metros o calado máximo permitido para acessar o trecho. Na maré alta, poderão entrar embarcações com até 14,20 metros de calado.

O ganho é muito relevante. Segundo armadores, cada dez centímetros em um navio de 9 mil Teus (contêineres de 20 pés) representa um potencial a mais de carregamento de 70 contêineres.

A dragagem de aprofundamento é obra do governo federal e consta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contrato, administrado pela Secretaria de Portos (SEP), foi vencido pelo consórcio Draga Brasil por R$ 200 milhões, em 2009.

Terminais localizados no trecho 4 - onde a navegação ainda está restrita a navios de até 11,20 metros de calado - estão preocupados com o que denominam aumento do desequilíbrio concorrencial. Eles dizem que as empresas situadas nos demais trechos terão uma vantagem competitiva ao poder embarcar mais cargas.

A SEP fatiou o processo de dragagem do canal de Santos, com quase 25 quilômetros, em quatro trechos para minimizar as perdas causadas pelos constantes assoreamentos. Os trechos 1 e 2 foram homologados no meio do ano, também para 13,20 metros, podendo alcançar 14,20 metros na maré cheia. Desde então, pelo menos um terminal instalado no trecho 4 perdeu uma linha de navegação para um concorrente do trecho 2 devido a essa vantagem operacional, apurou o Valor.

O ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, que assumiu a SEP após a homologação dos trechos 1 e 2, diz que o governo trabalha para diminuir o máximo possível o intervalo entre a validação dos calados operacionais nos trechos 3 e 4. "A meta é alcançar para o trecho 4 o mesmo status até o fim de janeiro. Até lá vamos maximizar o que for possível", afirmou. O ministro ponderou que a diferença de tempo é curta e transitória, apenas enquanto durar a chamada batimetria (verificação da profundidade). "Não é o caso de um dano concorrencial permanente".

Segundo o presidente da Codesp, Renato Barco, a homologação do trecho 4 poderá ser feita por subtrecho, para agilizar o processo, aproveitando os ganhos operacionais alcançados em algumas áreas. Especificamente, na região que engloba os terminais do Saboó e da BTP, que operam o mesmo tipo de carga da maior concorrente do trecho 3 e que receberá os benefícios imediatos do novo calado na área, a Embraport.

A estratégia vai ao encontro do pleito feito pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) à SEP, na semana passada. "Hoje, os terminais do Saboó representam algo em torno de 17% a 19% da movimentação de contêineres do porto de Santos", argumenta o presidente do Sopesp, Querginaldo Camargo.

A reclamação de assimetria concorrencial parte principalmente dos terminais cujos berços de atracação estão preparados para receber embarcações com os novos calados - o que não é o caso da maioria das empresas do porto.

"Qualquer terminal que tenha um metro a mais de calado consegue carregar muito mais o navio. Eu poderia absorver imediatamente os ganhos potenciais com a homologação do trecho 4", diz José Eduardo Bechara, presidente do Ecoporto Santos.

"Deixamos de ter condições de competir pelas linhas de navegação. Para o armador é antieconômico operar um navio sem usufruir da capacidade máxima da embarcação", diz o diretor-presidente da BTP, Henry Robinson.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
FEPE
O desafio de formar e atrair talentos para a indústria d...
24/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
24/02/26
Energia Solar
Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, maior projeto solar da E...
23/02/26
Internacional
UNICA e entidade indiana firmam acordo para ampliar coop...
23/02/26
Onshore
Possível descoberta de petróleo no sertão cearense mobil...
23/02/26
Oferta Permanente
ANP realizará audiência pública sobre inclusão de 15 nov...
23/02/26
Internacional
Brasil e Índia: aliança no setor de bioenergia em pauta ...
23/02/26
Biometano
MAT bate recorde de instalações de sistemas de compressã...
23/02/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
23/02/26
Macaé Energy
Macaé recebe feira estratégica de energia voltada à gera...
20/02/26
PPSA
Produção de petróleo e de gás natural da União dobra em ...
20/02/26
ESG
Inscrições abertas até 26/2 para o seminário Obrigações ...
20/02/26
Pessoas
Paulo Alvarenga é nomeado CEO da TKMS Brazil
19/02/26
Subsea
Priner expande atuação no offshore com lançamento de sol...
13/02/26
Firjan
Recorde no petróleo sustenta crescimento da indústria do...
13/02/26
E&P
Tecnologia brasileira redefine a produção em campos madu...
13/02/26
Bahia Oil & Gas Energy
Produção em campos terrestres de petróleo e gás deve cre...
12/02/26
Pré-Sal
Plataforma da Petrobras, P-79, chega ao campo de Búzios
12/02/26
Resultado
Com 2,99 milhões boed, produção de petróleo e gás da Pet...
12/02/26
PPSA
MME e MMA liberam setores estratégicos do pré-sal e viab...
12/02/26
Oferta Permanente
Manifestação conjunta abrangente e inédita agiliza inclu...
12/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.