Energia

O brasileiro dirigindo carros híbridos e elétricos

Uma revolução silenciosa começa a se anunciar. Os carros já estão formados para o grid. O mundo já começa a usar carros híbridos e elétricos. E o Brasil caminha para esse movimento. Não será a conversão total da frota, mas sim uma nova frota. TN Petróleo traça um pequeno panorama dest

Redação
29/04/2010 08:39
O brasileiro dirigindo carros híbridos e elétricos Visualizações: 497

Em entrevista recente ao jornal O Globo, para a jornalista Flávia Oliveira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que  há no governo federal  um grupo de estudo voltado para lançamentos "verdes" da indústria. "Temos um grupo de trabalho estudando apoio a lançamentos da indústria que sejam verdes. O  carro híbrido, meio álcool, meio elétrico, seria uma inovação eficaz. Apoiaremos, com tributação diferenciada e programas arrojados, projetos de carros poupadores de energia desenvolvidos no Brasil", afirmou o ministro.

 

Ou seja, ao que tudo indica a porta para termos na garagem carros com energia mais limpa está se abrindo.

 

 Na Europa a indústria competitiva para veículos elétricos começa a surgir. Na Holanda, por exemplo, conforme já foi noticiado no site,  está em processo de  implantação uma rede de 10 mil estações de carga de veículos elétricos.

 

Logo, logo indústrias estrangeiras como a Renault-Nissan  e a Hyundai  devem produzir/importar  seus modelos limpos para circular em nossas ruas.  A Hyundai, que no segundo semestre deve abrir nova fábrica por aqui, tem em seu menu produtos como o ix- Metro,  que poderá dar suas arrancadas por aqui. O ix- Metro é um hatch híbrido classificado como um CUV ("Crossover Utility Vehicle"). Na versão i10 Elétrico o carro é movido com um motor de 49kW (67 cavalos) e uma bateria de 67kWh. Tem autonomia de 160km e emissões nulas de CO2.

 


Os  carros limpos já são uma realidade. A Honda, por exemplo, em pouco mais de um mês após o  lançamento do híbrido CR-Z, comercializou  dez mil unidades. O automóvel foi  lançado oficialmente no Salão de Detroit 2010 e possui dois motores com potência combinada de 122 cv: um 1.5 i-VTEC a gasolina e outro elétrico. Este aproveita também a energia desperdiçada em frenagens (freios regenerativos) para recarregar uma bateria de níquel-metal.

 


Por aqui

 


Em fevereiro, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) patrocinou, no IPT, um primeiro encontro geral do setor visando criar um grupo ou conselho gestor das iniciativas governamentais de investimento em pesquisas em propulsão elétrica. Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, apresentou a possibilidade de criação de uma rede nacional para garantir apoio ao tema dentro do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).

 


Com a tecnologia disponível no mercado hoje, um veículo com motor a gasolina usa apenas 17,5 % da energia gerada por combustão, enquanto um veículo elétrico chega a aproveitar 90% da energia consumida, sem barulho e sem poluição do ar.

 

 

O Brasil ainda não se lançou efetivamente  na corrida por esse desenvolvimento tecnológico,  mas tem um cenário bastante favorável, que inclui uma ampla rede de distribuição de energia, com 87% de fontes limpas (80% hidráulica, 4% bagaço de cana, 2% nuclear, 1% eólica). “Se considerar a energia elétrica na forma como ela é obtida, isso irá depender do cenário de cada país, no Brasil, por ser hibrida, a matriz energética favorece muito por ser fortemente hidráulica”, de acordo com Marcelo Schwob, tecnologista no INT, um enstusiasta no assunto.

 

"O carro a bateria, diretamente abastecido com energia elétrica, apresenta custo operacional, em R$/km rodado, cerca de quatro vezes menor do que o similar, a gasolina", sublinhou Pietro Erber, diretor-presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) em artigo publicado no site da associação.

 


Erber salienta que há, basicamente, três modalidades de veículos elétricos: os híbridos, nos quais a energia elétrica é gerada a bordo, por um gerador acionado por um motor de combustão interna. A geração por célula a combustível ainda é experimental.; a bateria, que armazena energia elétrica fornecida por uma fonte externa, o que exige que o veículo esteja estacionado; e plug-in, que combina as características dos dois precedentes, dado que sua bateria pode ser alimentada tanto por uma fonte externa quanto pelo gerador de bordo.

 

 

 

Acredita-se que até 2020 o Brasil poderá ter uma fábrica  brasileira de automóveis de propulsão elétrica com capital nacional.

 

 

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.