Produção

Opep deve manter produção ante sinais de maior equilíbrio no mercado do petróleo

Dow Jones Newswires 30/05/2016
30/05/2016 12:18
Visualizações: 1154

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não deve adotar qualquer ação coordenada para conter a produção da commodity em sua reunião desta quinta-feira, afirmaram representantes. O encontro de autoridades ocorre no momento em que há sinais de sucesso na abordagem de não impor um corte na produção, nos últimos 18 meses.

Os preços do petróleo quase dobraram, desde que atingiram as mínimas em mais de dez anos no início de 2016, já que o excesso de oferta que pesava sobre o mercado desde 2014 mostra sinais de perder força. O aumento do preço reduziu a força dos pedidos de ação dentro da Opep, cartel que controla mais de um terço da produção de petróleo mundial.

Não há proposta específica sobre a produção na reunião semestral da Opep em Viena, disse o enviado iraquiano no cartel, Falah al-Amri. Vários outros representantes falaram o mesmo, na semana passada.

A Arábia Saudita e seus aliados do Golfo Pérsico, como o Kuwait, veem a alta nos preços como um sinal do sucesso da estratégia defendida por eles na reunião de novembro de 2014. A melhora na economia dos Estados Unidos colaborou para o sucesso, com a perspectiva de aumento na demanda e que o próprio mercado acabe por se ajustar.

Agora, delegados da Opep de Irã, Iraque, Kuwait e Nigéria, entre outros, têm defendido que o mercado caminha para um equilíbrio.

A Opep espera que a produção de petróleo dos EUA caia 430 mil barris por dia neste ano, por causa dos preços baixos, o que reduz a competição. Além disso, houve problemas na produção no Canadá, onde um incêndio atingiu uma importante área do setor, Alberta, e também ocorreram ataques contra a infraestrutura de produção na Nigéria. Com isso, a produção global caminha para um equilíbrio, ainda que o fato de que exista uma grande quantidade de petróleo em estoque pese sobre os preços.

Mesmo se não houvesse problemas na oferta em outros países e uma alta nos preços a perspectiva por uma ação da Opep seria pequena. A tensão entre a Arábia Saudita e o Irã - rivais na busca por poder no Oriente Médio - afetou a política para o petróleo e um esperado acordo para conter a produção entre membros da Opep e de fora do grupo não saiu. Porém ainda há uma divergência entre os membros mais ricos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes, que se mostram satisfeitos com o quadro, e os países mais pobres, como Venezuela e Argélia, que defendem a volta a uma postura mais intervencionista do cartel.

A Opep deve admitir um 14º membro nesta quinta-feira, o Gabão, um país do oeste africano, o que deve adicionar 240 mil barris ao dia à produção da commodity do grupo. A fatia da Opep na produção mundial deve aumentar para 44% até 2025, de 41% agora, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

A reunião será a primeira desde que a Arábia Saudita lançou um plano para transformar sua economia a reduzir a dependência do petróleo. Também será a primeira após a retirada de sanções internacionais contra o programa nuclear do Irã, que levou o país a exportar mais petróleo. Teerã tem se recusado a apoiar qualquer iniciativa para reduzir a oferta da commodity, argumentando que primeiro precisa retomar seus níveis de petróleo comercializados antes das punições.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.