Indústria Naval
Presidente Lula batiza no estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói, a maior plataforma da Petrobras, que produzirá 180 mil barris diários quando estiver operando no pico, previsto para o final do ano que vem.
A Petrobras iniciará em 19 de dezembro os primeiros testes da FPSO (unidade flutuante de produção, estocagem e transferência) P-50, que terão duração prevista de aproximadamente uma semana. Em 26 de dezembro rumará para a Bacia de Campos, onde será instalada no campo de Albacora Leste, com produção do primeiro óleo prevista para o início de 2006. Quando estiver operando no pico, no final do segundo semestre do ano que vem, a produção da plataforma será de 180 mil barris diários. As informações foram divulgadas pela estatal nesta quarta-feira (23/11) durante a solenidade de batismo da P-50, realizada no estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
Segundo o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, a entrada em operação da P-50 consolida a auto-suficiência brasileira em produção de petróleo. A nossa produção prevista para o ano que vem deve ser de 1,910 milhão barris diários de média anual para 2006. Portanto, a demanda brasileira deverá ser de 1,850. A P-50 é a maior plataforma nossa e vai produzir 180 mil barris diários no pico.
Em seu discurso, o presidente Lula destacou que a solenidade de batismo da P-50 é conseqüência do compromisso assumido durante sua campanha, de incentivar o setor brasileiro de construção naval. O maior valor de uma nação é a qualidade do seu povo. Duvido que qualquer outro país no mundo que tenha uma indústria naval com a qualidade da que tivemos no passado deixaria que ela quebrasse. Se não fosse a disposição dos empresários, nenhum de nós estaríamos aqui e nenhum trabalhador no mundo tem a capacidade e a criatividade do trabalhador brasileiro, disse Lula.
A obra da P-50 teve um custo de US$ 660 milhões e gerou 4.200 empregos diretos e 12.600 indiretos no país, onde foram construídos os diversos módulos que ficam sobre o casco e feita a integração de todos os componentes da plataforma. A nova unidade foi feita em parceria com a Repsol, que detém 10% de um projeto onde estão sendo investidos no total US$ 1,95 bilhão.
Logo após a solenidade, Sergio Gabrielli informou que voltou esta semana da Arábia Saudita, onde assinou um memorando de entendimento com a Saudi Aramco, estabelecendo cooperação entre as duas empresas nas áreas de exploração de petróleo, recursos humanos e desenvolvimento tecnológico. É uma troca de experiências entre a maior empresa do mundo, que produz 10,5 milhões de barris por dia com a sétima.
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