Economia

Paulo Skaf: Fiesp e Ciesp não vão aceitar aumento de impostos em hipótese alguma

Entidades dizem que governos tem que reduzir despesas.

Redação / Assessoria
12/12/2014 09:47
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Em almoço com jornalistas, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) afirmou na tarde desta quinta-feira (11/12), que as entidades não vão aceitar qualquer tentativa de aumento da carga tributária.

Ao comentar meta de um superávit primário de 1,2% no ano de 2015, anunciada por Joaquim Levy, nome escolhido para suceder Guido Mantega no Ministério da Fazenda, Skaf observou que, em um cenário de economia paralisada, só há duas formas básicas de o governo federal aumentar receita: com ajuste fiscal ou arrecadando mais com tributos.

"Não vamos aceitar em hipótese alguma aumento de impostos. Se houver uma iniciativa concreta nesse sentido, vamos agir de forma muito enérgica", alertou Skaf.

"Estamos muito atentos a qualquer iniciativa de aumento de impostos. Isso vale para o governo federal, estaduais, municipais. Que eles tentem encurtar suas despesas porque se houver aumento de impostos, vamos fazer uma resistência máxima nesse sentido", reforçou o presidente.

Skaf anunciou que a reação das entidades será forte caso haja qualquer tentativa de reeditar a CPMF - sigla dada à Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira, extinta em 2007 após ampla mobilização da Fiesp e do Ciesp.

"No caso da CPMF, se prosperar essa ideia, vamos reagir fortemente."

O presidente da Fiesp e do Ciesp também recordou que o país já é onerado em 36% do PIB com pagamento de tributos e que a arrecadação dos governos em todos os níveis (federal, estaduais, municipais) chega a R$ 1,8 trilhão. "A sociedade paga e R$ 1,8 trilhão e tem serviços públicos de péssima qualidade."

Destacou ainda que, no município de São Paulo, a Fiesp vai tomar as medidas necessárias para evitar um aumento do IPTU nos moldes propostos pela Prefeitura. "Aceitamos aumento inflacionário e olhe lá."

Skaf também manifestou preocupação com à fusão das contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e para o Programa de Integração Social (PIS).

"Estamos muito alertas. Essa junção de PIS e Cofins é aparentemente muito boa, desde que não seja um cavalo de troia, dentro dele embutido um grande aumento de impostos, o que é possível que aconteça. Quero lembrar que quando acabou a cumulatividade do PIS/Cofins, todo mundo comemorou. E na verdade houve aumento de carga."

Para Paulo Skaf, a nova equipe econômica anunciada pelo governo - composta por Levy (Ministério da Fazenda), Nelson Barbosa (Ministério do Planejamento) e Alexandre Tombini (que permanece na presidência do Banco Central) - é preparada, mas antes de qualquer análise é preciso aguardar. "O meio empresarial está na expectativa, eu diria bastante ansioso, para ouvir do governo medidas concretas."

"Não tem jeito de solucionar o problema do país sem crescimento. E para ter crescimento é preciso um ambiente propício para investimentos", resumiu Skaf.

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