Economia

Perda de ritmo da economia vai pesar sobre empresas até meados de 2015

Setores de energia, logística, transportes e commodities devem ser afetados.

Valor Online
31/07/2014 16:26
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A agência de classificação de risco Moody’s acredita que a perda de ritmo da economia brasileira vai continuar a pesar sobre o desempenho das companhias ao menos até meados de 2015, diz a instituição em relatório divulgado nesta quinta-feira. Os setores que devem ser mais afetados, acrescenta, são o de commodities, transportes, logística e energia.
“O ambiente macroeconômico continua desafiador em 2014”, afirma Barbara Mattos, analista-sênior da agência. “A economia sofre com consumo estagnado, investimentos menores e a deterioração da confiança dos investidores”, acrescenta. “O consumo e a disponibilidade de crédito perderam gás e o avanço da inflação e do endividamento das famílias deixou os consumidores menos propensos a gastar.”
O cenário traçado pela Moody’s inclui vários fatores adversos. Além do crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) — a projeção é de alta de 1,3 em 2014 e de 1,5% no ano que vem —, o baixo nível das chuvas e a menor demanda por minério e aço aparecem como pressão adicional ao resultado das empresas.
No entanto, nas projeções da agência, ao menos as exportadores de carne bovina e frango podem se beneficiar do real ainda fraco diante das principais moedas globais e aumentarem seu nível de competitividade com as concorrentes internacionais. Desde o começo do ano, por outro lado, a moeda já se valorizou na comparação com o dólar.
O relatório lembra também que a baixa precipitação pluviométrica e o clima adverso aumentaram os riscos de um racionamento de energia por conta das baixas nos reservatórios. Se a obrigação de economia da energia de fato ocorrer, a produção industrial seria reduzida e no geral, os custos subiriam e apertariam as margens das companhias, acrescenta a instituição.
Outro setor afetado pelo clima seria o sucroalcooleiro. “As produtoras de açúcar e etanol terão mais um ano difícil em 2015, com baixa disponibilidade da cana e preços em queda para o álcool”, comenta a Moody’s. Por outro lado, o texto ressalta que as elétricas com energia descontratada continuarão tendo ganhos com a redução nas chuvas.
Adicionalmente, a economia doméstica mais fraca derrubaria a performance de empresas de transporte e logística também até o ano que vem, mas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuaria beneficiando as construtoras, diz a agência.
No caso das mineradoras e siderúrgicas, é o baixo preço dos insumos e a procura menor pelos produtos que pesariam sobre seu balanço e, consequentemente, saúde financeira. O preço do minério de ferro continua em trajetória de queda na média de cotações do ano, enquanto a competição das produtoras de aço com os itens importados se acirrou.

A agência de classificação de risco Moody’s acredita que a perda de ritmo da economia brasileira vai continuar a pesar sobre o desempenho das companhias ao menos até meados de 2015, diz a instituição em relatório divulgado nesta quinta-feira. Os setores que devem ser mais afetados, acrescenta, são o de commodities, transportes, logística e energia.

“O ambiente macroeconômico continua desafiador em 2014”, afirma Barbara Mattos, analista-sênior da agência. “A economia sofre com consumo estagnado, investimentos menores e a deterioração da confiança dos investidores”, acrescenta. “O consumo e a disponibilidade de crédito perderam gás e o avanço da inflação e do endividamento das famílias deixou os consumidores menos propensos a gastar.”

O cenário traçado pela Moody’s inclui vários fatores adversos. Além do crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) — a projeção é de alta de 1,3 em 2014 e de 1,5% no ano que vem —, o baixo nível das chuvas e a menor demanda por minério e aço aparecem como pressão adicional ao resultado das empresas.

No entanto, nas projeções da agência, ao menos as exportadores de carne bovina e frango podem se beneficiar do real ainda fraco diante das principais moedas globais e aumentarem seu nível de competitividade com as concorrentes internacionais. Desde o começo do ano, por outro lado, a moeda já se valorizou na comparação com o dólar.

O relatório lembra também que a baixa precipitação pluviométrica e o clima adverso aumentaram os riscos de um racionamento de energia por conta das baixas nos reservatórios. Se a obrigação de economia da energia de fato ocorrer, a produção industrial seria reduzida e no geral, os custos subiriam e apertariam as margens das companhias, acrescenta a instituição.

Outro setor afetado pelo clima seria o sucroalcooleiro. “As produtoras de açúcar e etanol terão mais um ano difícil em 2015, com baixa disponibilidade da cana e preços em queda para o álcool”, comenta a Moody’s. Por outro lado, o texto ressalta que as elétricas com energia descontratada continuarão tendo ganhos com a redução nas chuvas.

Adicionalmente, a economia doméstica mais fraca derrubaria a performance de empresas de transporte e logística também até o ano que vem, mas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuaria beneficiando as construtoras, diz a agência.

No caso das mineradoras e siderúrgicas, é o baixo preço dos insumos e a procura menor pelos produtos que pesariam sobre seu balanço e, consequentemente, saúde financeira.

O preço do minério de ferro continua em trajetória de queda na média de cotações do ano, enquanto a competição das produtoras de aço com os itens importados se acirrou.

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