Energia Eólica

Perto dos 10 GW, ABEEólica comemora o Dia Mundial do Vento

Dados positivos de crescimento da indústria eólica e discussão sobre Leilão de Reserva marcam comemoração da instituição neste 15 de junho.

Assessoria ABEEólica/Redação
16/06/2016 13:09
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O Brasil chega ao Dia Mundial do Vento, 15 de junho, com 9,77 GW de energia eólica instalada. Isso significa que cerca de 7% da matriz elétrica brasileira atualmente vem da energia dos ventos. No ano passado, a energia eólicaabasteceu uma população equivalente a todo o sul do País, investiu R$ 20 bilhões, foi a fonte que mais cresceu no mundo e criou 41 mil empregos. Esses são apenas alguns dados que mostram a vitalidade de um setor que tem se mostrado cada vez mais importante para País, seja para ampliar a participação das energias renováveis na matriz elétrica brasileira ou ainda para contribuir com a retomada de crescimento brasileiro.

O Brasil chega ao Dia Mundial do Vento, 15 de junho, com 9,77 GW de energia eólica instalada. Isso significa que cerca de 7% da matriz elétrica brasileira atualmente vem da energia dos ventos. No ano passado, a energia eólicaabasteceu uma população equivalente a todo o sul do País, investiu R$ 20 bilhões, foi a fonte que mais cresceu no mundo e criou 41 mil empregos. Esses são apenas alguns dados que mostram a vitalidade de um setor que tem se mostrado cada vez mais importante para País, seja para ampliar a participação das energias renováveis na matriz elétrica brasileira ou ainda para contribuir com a retomada de crescimento brasileiro.

“No início de 2016, estávamos com 9 GW de potência total instalada. Neste dia mundial do vento, já chegamos a 9,77 GW e este número segue crescendo. Vamos atingir 10 GW muito em breve. Temos, portanto, muito a comemorar. E também muito a discutir para que esse setor siga em frente, de forma equilibrada e planejada”, explica Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.

De acordo com o GWEC – Global World Energy Council, o Brasil foi o quarto país em crescimento de energia eólicano mundo em 2015, considerando os números de capacidade instalada, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha e representando 4,3% do total de nova capacidade instalada no ano passado no mundo todo. Em percentual, foi o País que mais cresceu no mundo.

A situação favorável da indústria eólica pode ser explicada pela ótima qualidade dos ventos brasileiros e também pelo forte investimento das empresas que, nos últimos cinco anos, construíram uma cadeia produtiva nacional para sustentar os compromissos assumidos e o enorme potencial de crescimento desta fonte de energia, que acreditamos ser o futuro. A contratação de energia eólica no Leilão de Reservas e a devida atenção aos conceitos de segurança energética também se mostram fundamentais para dar um sinal de investimento para toda a cadeia de energiaeólica, formada recentemente e num investimento que já passa dos R$ 48 bilhões nos últimos seis anos.

A importância do Leilão de Reserva

Um dos assuntos importantes discutidos pela indústria eólica no momento é a necessidade de contratação de energiaeólica no Leilão de Reserva, previsto para outubro deste ano. A discussão é necessária porque, recentemente, a sobrecontratação das concessionárias de distribuição resultou numa contratação baixa no leilão A-5, a menor desde 2009. Há um entendimento superficial de que a contratação foi baixa porque há sobra de energia. “Não apenas a visão de não contratar foi equivocada, como revelou falta de visão de médio e longo prazo e desconhecimento dos conceitos de planejamento considerando segurança energética”, resume Elbia.

No setor de energia, é imprescindível considerar o tempo necessário para se mobilizar energia. Um leilão de energia não serve para resolver a demanda de amanhã ou da próxima semana, mas para planejar de forma eficiente o que vamos consumir no futuro, daqui a pelo menos cinco anos. Esse é o conceito de segurança energética. Não ter considerado esta questão de forma rigorosa no passado já resultou em graves crises de abastecimento, sendo que a última resultou num gasto exorbitante pelo acionamento das térmicas. Além disso, a diversificação da matriz também faz parte do conceito de segurança energética. A energia eólica, por exemplo, é muito útil em períodos de pouca chuva, justamente as épocas em que registramos os melhores fatores de capacidade dos parques eólicos.

“É necessário entender, no caso da sobra, que o que existe é uma sobra contratual, não uma sobra de garantia física. Trocando em miúdos: temos uma sobra na teoria e no papel, mas na prática e do ponto de vista operativo, ela foi superestimada e, além disso, rapidamente desapareceria num cenário hidrológico ruim e/ou de mínima retomada econômica”, explica a executiva.

A executiva também considera que fazer planejamento considerando o conceito de segurança energética é ainda mais importante neste momento de intensa agenda governamental para promover a retomada do crescimento, com sinalização de novos investimentos em infraestrutura, por exemplo. “Neste sentido, o leilão de reserva para contratação de energia eólica torna-se indispensável para assegurarmos uma contratação que será profundamente necessária na inevitável e tão esperada retomada do crescimento brasileiro, ainda que ela aconteça numa velocidade reduzida”, avalia Elbia.

Outro ponto em defesa da necessidade de contratação é a sustentação da cadeia produtiva. Os parques eólicos brasileiros decolaram apenas nos últimos seis anos, devido ao desenvolvimento de uma cadeia produtiva local eficiente, com a fabricação em território nacional da maior parte das máquinas e equipamentos utilizados no mercado eólico e o cumprimento pelos fabricantes do prazo para a nacionalização de sua produção, conforme regras de financiamento do Programa FINAME do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

“A contratação de energia eólica no Leilão de Reservas e a devida atenção aos conceitos de segurança energética também se mostram fundamentais para dar um sinal de investimento para toda a cadeia de energia eólica, formada recentemente e num investimento que já passa dos R$ 48 bilhões nos últimos seis anos”, resume Elbia.

Sobre a ABEEólica

A ABEEólica congrega mais de 100 empresas de toda a cadeia produtiva do setor eólico e tem como principal objetivo trabalhar pelo crescimento, consolidação e sustentabilidade dessa indústria no Brasil.

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