ESG

Pesquisa Firjan ESG 2025 revela amadurecimento das empresas em sustentabilidade

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
30/09/2025 12:57
Pesquisa Firjan ESG 2025 revela amadurecimento das empresas em sustentabilidade Imagem: Pedro Kirilos/Firjan Visualizações: 1122

Pesquisa Firjan ESG 2025 revela que apenas adotar práticas ESG internamente não é mais o suficiente para as empresas que pretendem ser sustentáveis: é preciso expandir o compromisso para a cadeia de valor. Essa realidade já faz parte da rotina de 72% das 130 empresas pesquisadas no Rio de Janeiro pela Firjan, que exigem a adoção de ações sustentáveis dos seus fornecedores, de acordo com o estudo lançado no Rio Construção Summit 2025.

A análise deste ano demonstra que houve evolução em relação ao cenário de 2023, principalmente no que se refere à reflexão do papel das grandes empresas em desenvolver os seus fornecedores. Esta é a 3ª edição da pesquisa, que é realizada a cada dois anos.

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De acordo com o levantamento, 46% das empresas respondentes indicam que encontrar fornecedores e parceiros que atendam os critérios ESG ainda é um grande desafio, embora exista esforço das grandes empresas em desenvolver a sua cadeia de valor. Nesse sentido, avalia o estudo, é cada vez mais importante que as empresas de grande porte se engajem no papel de promotoras do desenvolvimento de sua cadeia de fornecedores.

Claudia Guimarães (foto), vice-presidente do Conselho Empresarial ESG da Firjan, entende que a pesquisa traz visibilidade ao que está sendo realizado, identifica boas práticas consolidadas e evidencia a reputação das organizações, uma vez que a participação voluntária reforça esse compromisso público com práticas ESG, valorizando a marca perante todo o ecossistema, clientes, investidores e a sociedade de um modo geral.
 

“A pesquisa gera um diagnóstico que pode ser estratégico, na medida em que vai colaborar muito na priorização de iniciativas, de definição de metas realistas nesse processo para tomada de decisão. Nesse ambiente competitivo, ter atitudes equilibradas em prol do social, ambiental e de governança é um diferencial que promove o avanço sustentável dos negócios e dos projetos. Para isso, a pesquisa traz elementos bem importantes”, analisa a vice-presidente do Conselho.
 
Maioria adota práticas ESG

A publicação, que busca compreender as práticas ambientais, sociais e de governança corporativa aplicadas nas empresas fluminenses e nas suas cadeias produtivas, mostra que 96,1% das empresas adotam práticas ESG internamente e que o pilar ambiental continua sendo o mais adotado na atuação e na gestão de fornecedores. Mas a governança corporativa se fortaleceu e ocupa os cinco primeiros critérios entre os dez mais adotados internamente pelas companhias. Entre as empresas multinacionais, as com maior evolução e maturidade na agenda ESG, e empresas de grande e médio portes, 38,4% revelam que assumiram compromissos voluntários com a descarbonização.

A estrutura das empresas do estado do Rio de Janeiro é formada por 4% de grandes empresas, 6% de médias e 90% de micro e pequenas. Dessa forma, os 4% das grandes empresas têm grande responsabilidade nos processos de gestão de risco dos outros 96%.

A coleta de dados feita pela Firjan, entre 6 de maio e 7 de julho de 2025, visa realizar estudos e pesquisas sobre temas fundamentais para o desenvolvimento da indústria com o objetivo de antecipar tendências, informar e apontar soluções para orientar empresários e governantes a tomarem a melhor decisão.
 
Participação voluntária valoriza a marca
Claudia afirma que o resultado da pesquisa contribui para que pequenas e médias empresas entendam que a prática ESG aplicada ao seu negócio as tornam mais competitivas para participarem do encadeamento produtivo das grandes empresas.

 

“Elas não trabalham isoladamente. Para participarem desse ecossistema necessitam de uma melhor reputação perante os seus clientes, que precisam de uma rede de fornecedores apta, comprometida com esse processo”, evidencia a head da Enel.
 
As micro e pequenas empresas, segundo a pesquisa, enfrentam dificuldades para implementar a agenda ESG devido a diversas limitações, como recursos financeiros, humanos e técnicos, além da falta de conhecimento especializado sobre o tema. No entanto, a publicação enfatiza que é fundamental que essas empresas estejam atentas à agenda, pois sua adoção pode gerar diversos benefícios estratégicos, como o fortalecimento da reputação no mercado.
 
Empresas amadurecem em governança
Jorge Peron Mendes, gerente de Sustentabilidade da Firjan, chamou a atenção para o amadurecimento do uso de critérios e métricas ESG na governança da operação das empresas respondentes, ao destacar o aumento do percentual daquelas que utilizam o ESG como ferramenta de gestão, de análise de risco e de suporte às suas operações: passou de 85% em 2023 para 96% em 2025. E, se o recorte focar nas multinacionais, esse percentual sobe para 100%.

Também houve evolução em relação à adoção de critérios e métricas ESG na gestão dos fornecedores. Nesse caso, o percentual foi de 70% em 2023 para 72% das empresas em 2025.

“Esses resultados são importantes porque deixam claro que existe um entendimento das empresas do estado do Rio de Janeiro, de que ESG não é moda, não é passageiro. É uma ferramenta real de gestão de risco corporativo, e que é preciso necessariamente utilizar tanto na gestão da empresa, quanto na sua cadeia de valor”, avaliou o gerente.
Dos 10 critérios mais adotados pelas organizações, cinco pertencem ao eixo de governança, o que reforça o amadurecimento nesse eixo, confirmando uma tendência já percebida em 2023.

“Elas estão evoluindo cada vez mais em temas como adoção de código de ética, Lei Geral de Proteção de Dados, adoção de programas de integridade e prática anticorrupção e políticas contra assédio nas suas organizações,” avaliou Peron.

Os 10 primeiros critérios adotados foram os seguintes: Gestão de Resíduos, Código de Ética, Políticas e/ou Programa de Privacidade, Proteção de Dados e Segurança da Informação; Política e/ou Programa de Integridade e Práticas Anticorrupção; Política de Remuneração e Benefícios;  Políticas e/ou Programa Antiassédio; Gestão da Água e Efluentes; Gestão em Saúde e Segurança Ocupacional (certificação); Combate ao Trabalho Infantil, Forçado ou Análogo à Escravidão; e Implementação de canais de denúncias internos.

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