Gás natural

Petrobras aumenta gás em 6% para distribuidoras

Reuters
27/06/2006 00:00
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A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27/06) aumento de 6% por cento no preço do gás natural entregue às distribuidoras, a partir de 1º de julho, baseado no reajuste trimestral previsto no contrato com a Bolívia, que será de 10% na origem. O efeito para o consumidor final ainda não foi anunciado.

"O preço definitivo, calculado em função da variação de uma cesta de óleos combustíveis do mercado internacional, será conhecido no início de julho", informou a estatal em um comunicado. Antes do aumento, o preço girava em torno dos 4 dólares por milhão de BTU (medida padrão), segundo a empresa.

O valor final dependerá da variação dos preços do óleo e do dólar na data prevista para o ajuste, informou a assessoria da Petrobras.

Esse é o primeiro reajuste do gás natural comprado pelo Brasil da Bolívia desde a nacionalização dos ativos anunciada em 1º de maio pelo presidente Evo Morales, e que causou estresse nas relações bilaterais.

"Em cumprimento ao contrato de aquisição de gás boliviano firmado entre Petrobras e YPFB e de venda deste mesmo gás, firmado entre Petrobras e distribuidoras do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, o preço sofrerá reajuste estimado em cerca de 10% na origem (Bolívia) e 6 por cento no destino (distribuidoras) a partir de 1º de julho", informou a Petrobras.

O contrato entre Petrobras e Bolívia foi firmado em 1999 e tem duração até 2019. Atualmente, o país importa do país vizinho metade do que consome, ou 26 milhões de metros cúbicos diários.

Investimentos que a Petrobras pretendia fazer na expansão do gasoduto foram suspensos até que a empresa tivesse garantia de que seus direitos estavam assegurados. 

O aumento do preço do gás boliviano esteve no centro das discussões entre os governos dos dois países e na conversas de ambas as estatais. A Petrobras insistia em que o aumento de preços não poderia ser unilateral, mas apenas de acordo com o previsto em contrato.

Apesar de constantes reivindicações de um aumento mais expressivo por parte do governo boliviano pela imprensa, a Petrobras informou diversas vezes que um pedido formal nunca chegou à estatal.

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