Petroquímica

Petrobras define parcerias com vistas ao Comperj

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) só começa a operar daqui a cinco anos, mas já é a pedra fundamental da futura estrutura do setor no País. Em entrevista, o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, informou que a Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), joint em que a

Jornal do Commercio
20/08/2007 00:00
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O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) só começa a operar daqui a cinco anos, mas já é a pedra fundamental da futura estrutura do setor no País. Em entrevista, o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, informou que a Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), joint em que a Unipar terá 60% do capital votante e a Petrobras 40%, será a controladora do Comperj.

O futuro complexo de Itaboraí, primeiro a se basear no refino de óleo pesado e não em nafta ou gás natural, tem metas de produção que superam em volume e diversidade os pólos em funcionamento no país, mas demanda investimentos bem maiores.

Dirigentes dos principais grupos, como Braskem e Ultra, evitam comentar abertamente, mas duvidam do fôlego da Unipar. Em recente entrevista, o presidente da Unipar, Roberto Garcia, convenceu a maioria dos analistas de bancos de investimento que a valorização de seus ativos permitirá o controle da CPS sem demandar os US$ 300 milhões de aporte adicional temidos pelo mercado.

Ainda assim, o lucro semestral recentemente divulgado pelo grupo, da ordem de R$ 83 milhões, mesmo que apreciável para um setor de margens estreitas, soa pequeno para dividir com a Petrobras o comando de um empreendimento de US$ 8 bilhões.

"Esse montante deve logo ser revisto para US$ 10 bilhões, porque o encarecimento de equipamentos e matérias-primas que forçou o aumento da previsão de gastos com a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, também se aplica ao Comperj", argumenta Armando Guedes.

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