Petroquímica

Petrobras e Braskem firmam acordo para impulsionar tecnologias mais sustentáveis

Parceria irá prospectar novas oportunidades de cooperação tecnológica e negócios em matérias-primas circulares com menor intensidade de carbono

Redação TN Petróleo, Agência Petrobras
29/06/2022 11:11
Petrobras e Braskem firmam acordo para impulsionar tecnologias mais sustentáveis Imagem: Divulgação Visualizações: 3576

A Petrobras e a Braskem firmaram acordo para identificar novas oportunidades de cooperação tecnológica e negócios circulares e em baixo carbono, alavancando a utilização de tecnologias mais sustentáveis e o desenvolvimento de produtos circulares e com menor emissão de CO2. O acordo prevê três linhas de atuação: uso de matérias-primas renováveis para a produção de insumos petroquímicos mais sustentáveis; estímulo à economia circular no processo de refino (com uso de plástico reciclado) e estudo para avaliar oportunidades de desenvolvimento de um “Hub” de Captura, Uso e Armazenamento Geológico de CO2 (ou Hub de CCUS), com potencial de reduzir a emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera.
 
Em linha com o Programa de BioRefino da Petrobras, que prevê uma nova geração de produtos mais sustentáveis, conciliando geração de valor e foco ambiental, o acordo com a Braskem terá duração de três anos. Nesse período, as empresas farão testes experimentais até a escala piloto, com envolvimento de mais de 30 profissionais. A iniciativa integra também o Programa Carbono Neutro da Petrobras, que busca não só fortalecer o posicionamento da empresa em baixo carbono, mas também acelerar e reduzir custos das soluções para descarbonização, trazendo maior competitividade para a companhia.
 
Essa parceria reforça o compromisso da Braskem em implementar uma economia circular de carbono neutro e está alinhada com suas metas para eliminação de resíduos plásticos. A Braskem pretende ampliar seu portfólio, incluindo, até 2025, 300 mil toneladas de produtos com conteúdo reciclado; e, até 2030, 1 milhão de toneladas. Ainda para 2030, trabalhará para eliminar a destinação de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos para incineração, aterros ou seu descarte no meio ambiente, além de reduzir em 15% as emissões de CO2 e atingir a neutralidade de carbono em 2050.   
 
Foco em matérias-primas renováveis e economia circular
A Petrobras é fornecedora de matéria-prima para a Braskem. Com o acordo, um dos projetos em avaliação será o processamento, nas operações do refino, de cargas com conteúdo renovável (oriundas de matérias-primas de origem orgânica, como óleo vegetal) para produção de insumos petroquímicos com menor pegada de carbono.
 
Em outra frente, o foco será avaliar a inclusão nas operações de matérias-primas oriundas de plásticos reciclados, e assim, desenvolver novos produtos com conteúdo reciclado e ao mesmo tempo menor pegada de carbono. Esse processo se insere na chamada economia circular, pois envolve utilização de matéria-prima oriunda de recursos já utilizados.
 
Hub de captura, utilização e armazenamento de carbono
A Petrobras opera hoje o maior programa de CCUS do mundo, em volume de CO2 reinjetado em poços de petróleo anualmente, graças à aplicação de tecnologias de última geração. Somente em 2021, a companhia reinjetou cerca de 8,7 milhões de toneladas de CO2 separado do gás em campos do pré-sal. Ao reinjetar o CO2 nos reservatórios, a empresa reduz as emissões operacionais e, ao mesmo tempo, garante maior eficiência dos campos. Com esse expertise em gerenciamento de CO2, a Petrobras avalia com a Braskem as sinergias em oportunidades de projetos conjuntos de CCUS, visando, por exemplo, usar o CO2 como matéria prima para produção de produtos químicos de alto valor.
 
Um outro exemplo das frentes em estudo é a análise técnico-econômica preliminar para o desenvolvimento, a longo prazo, de um “Hub de CCUS”, que atuaria como um grande coletor de CO2 da indústria. No projeto em avaliação, a Braskem poderia, por exemplo, capturar o CO2 de correntes resultantes de suas operações e a Petrobras armazená-lo de forma permanente em reservatórios depletados (esgotados) de petróleo, reduzindo substancialmente as emissões operacionais de CO2.

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