Tecnologia

Petrobras e fornecedores discutem soluções na área de trocas de calor

As exigências de qualidade mais elevadas e adaptações da indústria são temas do workshop realizado nesta sexta-feira (13/04) no IBP. Segundo a Petrobras, o petróleo pesado exige maior temperatura de processamento e os equipamentos precisam suportar este calor.


13/04/2007 00:00
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Petrobras e fornecedoras na área de trocas de calor participam, nesta sexta-feira (13/04), do Workshop sobre tecnologias de aparafusamento. O objetivo das empresas é discutir as exigências de qualidade cada vez mais elevadas e encontrar soluções para que a indústria nacional possa atender a estes pedidos da Petrobras.

O gerente de novos negócios da Hytorc, Ronald Carreteiro, explica que os equipamentos de troca de calor utilizados em refinarias e plataformas têm evoluído para suportar temperaturas mais elevadas, o que dificulta a oferta de materiais para a fabricação de equipamentos com estas características.

A Hytorc é especializada no serviço de aparafusamento. Para a gerente nacional da companhia, Karina Carrasco, o principal objetivo do workshop é reunir o público direto, envolvido com essas tecnologias e avançar na engenharia de aparafusamento, que é fundamental para a qualidade e segurança operacional.

A Jaraguá Equipamentos Industriais é fabricante de equipamentos de troca de calor e fornecedora da Petrobras. Segundo seu superintendente de empreendimentos, Nilson Melchiori Dodorico, o desafio está em conseguir os materiais para a fabricação dos equipamentos que suportem as novas condições operacionais.

Dodorico destaca que as maiores dificuldades estão em unidades de produção em refinarias, as chamadas HDT e HDS, de hidrotratamento para diesel e gasolina. "E essa dificuldade não é só nacional, mesmo no exterior é difícil encontrar produtos para atender às especificações da Petrobras", diz.

O engenheiro de equipamentos da Petrobras Ney Robinson Weiss Chaves, explica que essa elevação das exigências é decorrente de uma mudança no tipo de petróleo. "Os óleos de baixo grau API (os mais pesados) necessitam de alta temperatura para serem processados e, conseqüentemente, os equipamentos e materiais precisam suportar essas temperaturas", explica.

Robinson informa que a Petrobras, por meio do Cenpes, juntamente com a UniRio, na unidade de engenharia de superfícies - ST Eisa e os fabricantes têm desenvolvido tecnologias de uso de ligas especiais, como é o caso da superduplex.

Contrária a corrente dos demais fornecedores, a Teadit, fabricante de juntas para equipamentos, afirma que as exigências da Petrobras estão dentro dos padrões internacionais e não representam dificuldades para a empresa. O diretor técnico da Teadit, José Carlos Veiga, informa que a companhia é uma empresa nacional com filiais no exterior, em Houston (EUA) e na Europa, e que na verdade é a empresa que tem forçado a Petrobras a elevar seus padrões de exigência, uma vez que em alguns casos as demandas internacionais são ainda mais criteriosas.

As exigências são mais apertadas para os fabricantes de parafusos. Segundo o engenheiro da Belenus, José Eduardo Mainardi, as exigências de materiais específicos dificultam a fabricação porque os negócios de siderurgia só são feitos em grandes volumes, enquanto a encomenda por produto acabado é muito inferior. "Ás vezes conseguimos a fornada em siderúrgicas para 70 toneladas de aço especial, mas a nossa encomenda é para 70 quilos de produto acabado. Sobram mais de 69 toneladas", reclama.

O responsável pelo setor de qualidade da Astm, Rafael Curio Neto, reclama que as especificações aumentam, mas os pressupostos não podem aumentar. "Nós vamos até ganhar no futuro, mas no início dos negócios temos que fazer investimentos", diz.

Para os diretores da MultiAlloy, Luiz Carlos de Barros e Ari Tereran, a questão das ligas especiais está resolvido uma vez que são fornecedores destas matérias primas e podem ser, também, de produtos acabados, os parafusos.

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