Negócios

Petrobras e White Martins inauguram primeira planta de liquefação de gás natural do país

GásLocal abre novo mercado para as empresas. Investimento ficou em US$ 50 milhões e expectativa é de faturamento de R$ 50 milhões nos primeiros 12 meses de operação.


21/08/2006 00:00
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Os consumidores industriais do interior de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Norte do Paraná, Goiás e Distrito Federal têm agora uma nova opção de combustível. A Petrobras e a White Martins, unidade brasileira do grupo americano Praxair, inauguraram hoje a primeira planta de liquefação de gás natural do país, localizada em Paulínia, São Paulo. Fruto de um investimento de US$ 50 milhões, a Gás Local tem capacidade de processar 400 mil metros cúbicos de gás natural por dia. A White Martins foi responsável pela construção e operação do empreendimento e tem uma participação de 60% no negócio, enquanto a Petrobras fornecerá o gás e ficou com os 40% restantes.

"A parceria surgiu do interesse da Petrobras de intensificar o uso da gás natural na matriz energética brasileira e a White Martins foi a escolhida por sua experiência na área," explicou o presidente da White Martins, Domingos Bulus.

"O projeto permite a expansão do mercado de gás natural do país sem usar a modalidade de transporte por gasodutos. Ele vai garantir o acesso a novos mercados que não justificam, a construção de um gasoduto no momento," complementou José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras.

De acordo com o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, a capacidade da GásLocal corresonde a cerca da metade do consumo de gás do estado do Paraná, de cerca de 800 mil metros cúbicos por dia. Ele acrescentou que já está em estudos uma possível duplicação do empreendimento no caso de necessidade. "O investimento adicional não é muito grande," disse.

Segundo Bulus, vários clientes já estão pré-contratados a expectativa é de que até o primeiro trimestre do ano que vem de 50% a 60% da capacidade da GásLocal já esteja contratada, gerando um faturamento de R$ 50 milhões nos primeiros 12 meses de funcionamento. "O gás natural liquefeito (GNL) vai sair um pouco mais caro do que o que é retirado diretamente do gasoduto, de 25% a 30%, mas ainda assim é mais econômico que qualquer combustível que os clientes usam atualmente," disse.

Já Gabrielli ressaltou a importância de introduzir uma nova opção com flexibilidade e confiabilidade para a matriz energética do país. Segundo ele, o gasoduto Brasil-Bolívia já está próximo do limite e o GNL será cada vez mais umaopção. A empresa pretende construir duas plantas de regassificação no CEará e no Rio de Janeiro para importar o produto, dentro do orçamento de US$ 22 bilhões para a área de Gás e Energia da Petrobras previsto no plano de negócios 2007-2011 da companhia.

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