Indústria Naval

Petrobras eleva nacionalização da P-51 e P-52

valor Econômico
04/08/2006 00:00
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O índice de nacionalização médio das plataformas P-51 e P-52 deve ficar entre 70% e 75%, quando o previsto era 65%, de acordo com o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella. As duas plataformas foram as primeiras que tiveram em seus editais de licitação incluída a exigência de contratação mínima de equipamentos e serviços nacionais, medida válida a partir de 2003. Antes, a participação da indústria nacional na construção das plataformas ficava entre 45% e 50%.

Na P-51, o índice de nacionalização na construção e montagem, cujo mínimo foi fixado em 60%, será de 69%. No fornecimento de módulos de geração de energia da plataforma, o percentual mínimo, de 75%, subirá para 89%. Já no fornecimento de módulo de compressão de gás, a participação nacional vai chegar a 85% ante uma exigência de 75%.

A P-51 será a primeira plataforma semi-submersível a ser construída totalmente no pais e custará US$ 813 milhões. Será instalada no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ) e deve entrar em operação 2008. A produção diária é estimada em 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de m³ de gás.

O primeiro edital da P-51, publicado no final de 2002, foi cancelado pela estatal após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março de 2003, um novo edital foi publicado, incluindo as exigências de conteúdo mínimo nacional. Na época, a modificação das regras foi alvo de críticas porque havia incertezas em relação à capacidade da indústria nacional para conseguir atender às encomendas, o que poderia causar atrasos na entrada em operação das plataformas e ainda aumentar os custos. "A montagem da P-51 ficou dentro do cronograma previsto e ainda aumentamos o conteúdo nacional", disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Na P-52, a participação da indústria brasileira também deve superar o previsto, nas três fases de fabricação. O índice de nacionalização para a construção e montagem da parte superior da plataforma deve passar de 60% para 75%. No módulo de geração de energia, a participação nacional deve atingir 84% e no módulo de compressão de gás, a taxa deve alcançar 91%. Os percentuais mínimos para esses dois módulos é de 75%.

A P-52 deve entrar em operação em 2007 no Campo de Roncador, na Bacia de Campos (RJ). A plataforma, cujo custo é de US$ 1,3 bilhão, terá capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo e de 7,5 milhões de m³ de gás ao dia.

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